segunda-feira, 31 de outubro de 2016

REFLEXÕES


MELHOR REFLETIR
É natural que os desafios da vida provoquem sensibilização ou constrangimentos nos equipamentos emocionais da criatura humana.
Todo ser humano é sensível ao que lhe acontece, e por não ser ainda evoluído o suficiente para compreender todos os eventos dos quais é forçado participar, não reage de forma satisfatória em todas as situações.
O que se pode observar e concluir observando-se a forma como o homem age para resolver os seus problemas, e muitas delas nada honrosas, é que está implícita em cada experiência a necessidade de se fazer um aprendizado
Quanto mais agastado, ferido, envergonhado, perturbado ou desorientado se apresente ele diante do que vivenciou, mais se observa que deve refletir sobre o que lhe acontece ou aconteceu, que deve encontrar e mudar alguma coisa no seu sentimento que não vai bem.
O orgulho, o egoísmo, a vaidade, a sensualidade, a cupidez, a baixa alta estima, a ambição desmedida são moradores muito bem acomodados na alma dos seres humanos neste mundo, em uns mais em outros menos, porém, segundo os espíritos venerandos constituem-se em chagas da humanidade, dizendo eles que não se trata de um problema de alguns, mas de todos.
Aplicar-se na própria melhora para alterar as paisagens íntimas de forma a não mais ceder aos convites dessas mazelas é tarefa inadiável e intransferível, se não se quiser perpetuar as suas funestas consequências desde a vida atual, mas seguramente nas vidas futuras que o homem terá neste mundo, a caminho do seu progresso espiritual.
Muitas vezes, uma pessoa não fica transtornada por reconhecer ter feito algo que não devia, mas por ter sido descoberta fazendo, isto lhe excita o orgulho e a faz sofrer mais do que deveria e a reagir de forma muito desagradável para tentar restabelecer o brilho perdido com a sua atitude tresloucada ou indevida.

Em qualquer tempo, melhor assegurar-se na verdade, no amor e na dedicação a uma vida ética, caso mesmo assim surpreendido em uma atitude não indicada saberá perdoar-se e compreender-se ainda falível, por não ter conseguido ainda de fazer todo o seu progresso moral e espiritual.
Assegurou Jesus na parábola [...] caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra aquela casa, mas ela não desabou.
ANTES DE AGIR, MELHOR REFLETIR, PARA MUDAR.
Autor: Adelvair David

REFLEXÕES

NA LUTA DO ENTENDIMENTO
Em tempos de enfrentamentos toda gente se estiola ante os embates constantes que multiplicam obstáculos intermináveis, parecendo impossíveis de serem vencidos.
As crises materiais e morais estão presentes na vida do homem de longa data, lhe desafiando as resistências, vencendo algumas e tombando em outras. O que se deve compreender é que, não sendo perfeito ele não pode produzir instituições perfeitas, sua ignorância e imperfeições atrapalham o bom funcionamento destas, corrompendo-as e muita vez, induzindo-as à falência e destruição. Assim, sempre estará se levantando dos escombros do que fez ruir, até que queira mudar sua própria natureza, melhorando o mundo onde vive.
Tudo passa, asseveram os sábios da humanidade, o que não passa é o necessário empenho de cada um em aprender também com os próprios erros. Por mais difíceis sejam os cenários humanos cabe ao homem buscar a causa dos males que experimenta em si mesmo, sendo ele o autor de tudo o que lhe acontece. Asseveram os espíritos venerandos: “sois artífices da vossa própria imortalidade”, deste modo, desde o pensamento em desalinho até as atitudes indignas, tudo concorre para que o mal aconteça na sua e na vida de todos.
Ao invés de espalhar ondas de pessimismo por toda parte, deve o homem pacificar o seu coração, fazer tudo o que puder em benefício de si mesmo e do próximo.
Quando os homens reformarem-se a si mesmos reformarão também as suas instituições e o bem será regra no mundo. Ensinou o Senhor Jesus: “A cada um segundo as suas obras”.
É ANTIGA A INDICAÇÃO: CONHECE-TE A TI MESMO.

Autor: Adelvair David 

REFLEXÕES

PERCEPÇÃO
O que destaca o homem neste mundo é a capacidade de perceber a vida nas suas infinitas nuanças.
Assim como existem fenômenos visuais que limitam ver coisas pequenas, também podemos dizer que existe algo equivalente nos aspectos morais da criatura humana, sua escravidão aos sentimentos inferiores que não lhe permite visualizar a vida nas suas menores apresentações.
À medida que o homem se sutiliza, eleva-se acima da matéria desfrutando de tudo sem se prender, suas percepções aumentam e passa ver o que não via antes no campo material e moral, e ao diminuir o seu interesse pelo que é transitório, desapega-se, tendo mais alegria de viver e evita o mal que poderia fazê-lo perder-se, pois este lhe fica mais evidente aos olhos espirituais. Afirmaram os espíritos venerandos “Sois artífices da vossa própria imortalidade”, ou seja, o homem constrói para si o que deseja, e experimenta suas naturais consequências conforme o que escolheu.
Afirmou o venerando Senhor e Mestre Jesus: “Que vejam aqueles que têm olhos de ver” [...], deixando claro que existem aqueles que não podem ver. Se o homem permite que a catarata da ignorância avance sobre a sua natureza, seja por preguiça ou por não querer crescer, certamente experimentará os dissabores de andar na escuridão, tropeçando e batendo cabeça por aí numa vida sem solução, até que queira enxergar.
Há luz no caminho porque ele veio, é preciso aproveitar os seus ensinamentos para iluminar a alma, pois o caminho será sempre luminoso, mas a treva pode ainda perdurar no interior de quem não quer se melhorar.
PERCEBER A VIDA É APROVEITÁ-LA NO SENTIDO NOBRE QUE ELA ENCERRA.

Autor: Adelvair David