quarta-feira, 27 de julho de 2016

REFLEXÕES


OS BENS EXTERIORES
Não podendo perpetuar-se pelo que é interiormente, tenta o homem perpetuar-se pelo que tem em bens exteriores.
Pondera o espírito Emmanuel, mentor de Chico Xavier: “A eternidade confere reduzida importância aos bens exteriores”.
Os homens mais lembrados da humanidade não tinham propriamente de seus quase nada. Não quer dizer que o valor amoedado não possui sua significação neste mundo, aliás, é fonte de progresso e crescimento para a humanidade, grande contributo para a ciência quando bem empregado. Constitui missão para alguns, quando conseguem promover o trabalho àqueles que dele precisam para sobreviver, e provação para outros, como proposta de empregar hoje, com discernimento, desprendimento e sem egoísmo os mesmos recursos que lhes fizeram perder no passado.
Seja como for, os bens exteriores são para o homem apenas caminho para a conquista do bem maior, que é o desenvolvimento da inteligência e da moral em si mesmo. Não pode ele esperar que a conquista do céu na alma, como asseverou Jesus, lhe chegue através da forma mística como lida com a sua fé e com os seus sentimentos. É notório que tudo bem de Deus, mas esses bens do alto chegam ao homem através das suas realizações aqui na terra, da labuta de cada dia com aquilo que lhe é depositado nas mãos pelo criador.
Quanto mais valor der àqueles que lhe servem, menos tentado ficará a explorá-los, mas terá como entendimento ser o mais justo possível. Quando se paga alguém pelo trabalho que realizou, o valor combinado, não se faz mais do que cumprir o dever, quando não se paga o valor acertado, descumpre-se o dever, mas o verdadeiro mérito está, em sendo possível, ir além do combinado e em gratidão ofertar algo mais, enchendo de alegria a alma que o serviu. Quem assim procede guarda tesouros no céu do seu coração, que lhe será revertido em bênçãos de paz, conforto e esperança nos momentos difíceis, nunca lhe faltando mão amiga e um coração para repousar o sentimento ante o cansaço dos muitos embates da vida.
Ensinou Jesus: “Tratai de Juntar tesouros no céu”, quer dizer no coração, para que onde estiver, aqui ou no mundo espiritual, o espírito experimente o valor do seu bom tesouro.
O BEM DE FORA DEVE CONDUZIR AO BEM DE DENTRO.
Autor: Adelvair David   



quarta-feira, 20 de julho de 2016

REFLEXÕES


PAZ E CONSCIÊNCIA
A Paz é uma conquista.
Muitos homens anelam possuí-la, mas procuram em tudo o que possa perturbá-los.
Há quem acredite poder encontrar a paz na vida ociosa, lamentando a vida atribulada que levam, na tranquilidade reclamando que sofrem muitos aborrecimentos, na saúde perfeita declarando que apenas sofrem, na vida descomprometida relatando os muitos compromissos que possuem.
Todo descanso é justo após o trabalho, a tranquilidade é verdadeira se não sobrecarregar os ombros alheios, a saúde sempre se revelará por períodos de normalidade conquistada, porém, estes estados físicos e emocionais são momentâneos, convidando sempre o homem a recomeçar a luta de cada dia, neste mundo de provas e expiações onde se encontra para progredir.
A paz, no entanto, não se traduz assim, ela é em verdade produto do amadurecimento moral da criatura humana, onde então, ela deixa de ser tão suscetível ao que lhe desafia. A paz em verdade é a chamada “consciência tranquila”.
Disse o venerando senhor: “a minha paz eu vos dou”. Compreendemos que a paz Dele nasce, cresce e amadurece com a prática dos bons procedimentos e com a reforma dos sentimentos em desalinho com a Lei de Deus ensinada por Jesus. A então dita crise de consciência, que impossibilita a paz, é própria de quem perdeu a tranquilidade na alma e  não no corpo ou na vida, por estar sendo espancado pelo remorso e pela culpa que lhe chama à reparação.
VIVER EM PAZ É VIVER O BEM E NÃO FAZER O MAL.

Autor: Adelvair David