REFLEXÕES


FALAR OU FAZER

Encontramos no comportamento do homem a estranha postura quase comum, da crítica sistemática.
É notório que o mal existe e não pode ser ignorado, é fato que as distonias que se apresentem atrapalhando a ordem das coisas precisem de providências para serem sanadas, mas o que não é o ideal é que de posse da palavra, pela sua condição de animal falante e inteligente, o homem se torne apenas um denunciador das imperfeições que grassam por toda parte.
A postura de somente falar e nada fazer para auxiliar, tem feito perder belas oportunidades de se colaborar com o engrandecimento de muitas causas.
 Temos visto pessoas que se arvoram como salvadores, como que dotados de ideias que poderiam revolucionar e solucionar aquilo dos quais comentam, porém, não se vê as mesmas criaturas falantes moverem-se para tornar melhor a sociedade nem mesmo os seus membros. Quando se lhes observa a vida, percebe-se a inutilidade da mesma, sem que se possa encontrar consistência nas suas atitudes e sentimentos que possam dar valor ao que propõem como alternativas para os males que enxergam.
Ao se observar os homens bons da humanidade, verifica-se que eles falaram pouco e fizerem muito. Ergueram obras de benemerência e colaboraram com o crescimento do ser humano em todas as suas necessidades, sem alarde, sem gritaria, sem violência, sem tomar o mal nas mãos para resolver o que dizem ser o mal que observam.
Compreendemos que quem deseja efetivamente ajudar a melhorar o mundo, melhorar o ser humano ou melhorar as condições sociais, deve a seu turno, abdicar da crítica contumaz e dedicar-se a colaborar fazendo a sua parte, doando do que possui material e moralmente, sem atribuir culpa a este ou àquele, para que possa ficar em paz com a sua própria consciência por ter feito tudo o que estava ao seu alcance para tornar a sua e a vida do seu semelhante melhor.
  Buscar aprender amar e praticar o amor é a saída para todos os males da humanidade. Respondeu Jesus ao doutor da lei: “Amarás...”
VALE FALAR, MAS MELHOR, É FAZER.
                                      
Autor: Adelvair David   

                                       

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