REFLEXÕES

PALAVRAS E VIVÊNCIAS
No palavrório de cada dia segue o homem desejando convencer os demais das suas convicções.
Usando de meios nada recomendáveis, tenta firmar-se pelas palavras e menos pelo coração, incerto em si mesmo do que fala, haja vista o desespero e a violência com que tenta impor suas ideias e pensamentos, geralmente é repudiado pela maioria.
Tudo que é nobre firma-se por si só, sem depender da argumentação ou da convicção de quem quer seja. A verdade é a verdade, e não precisa de defensores. Uma coisa não será diferente só porque alguém acredite diferente, será sempre o que realmente é.
O mundo está cheio de homens que dizem uma coisa e fazem outra, que falam de amor e desmentem-se enganando, espoliando, trapaceando, retirando indevidamente algo quando tem oportunidade para isto. As diversas instituições humanas somam a gigantesca conta das contradições entre o que se prega e o que se faz, onde os interesses matérias sobrepujam a mensagem, transformando corações simples em servidores e doadores passivos. Bom lembrar que existem honrosas exceções, onde as intenções verdadeiras firmam os bons propósitos de alguns.
Asseverou Jesus: “a raposa tem suas tocas, os pássaros tem seus ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Importante pensar nisso! Ele que nada tinha, não pregou apenas com palavras e não “recolheu” nada de ninguém, apenas doou-se.
Compreendemos que toda ideia só é nobre se vier acompanhada de completo desinteresse pessoal. Se apenas escrevemos livros, se só falamos e somos pobres de vivência, somos semelhantes ao tinir de um metal, vibrantes num momento e extintos no outro. Muitos dos homens bons da humanidade não professaram crenças ou ideologias mas sensibilizaram a humanidade pelos seus atos, pela sua dignidade e hombridade. Quem professa uma ideia que entende ser boa, tem o dever moral de fazer certo, pois a contradição pode esfriar o interesse de muitos, desiludir os bem intencionados e lançando-os na nulidade moral.
AS PALAVRAS PODEM ORIENTAR, MAS SOMENTE A VIVÊNCIA PODE SENSIBILIZAR.

Autor: Adelvair David  

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