terça-feira, 29 de março de 2016

REFLEXÕES


O SENTIMENTO EM MOVIMENTO
“Não se turbe o vosso coração”, asseverou Jesus.
O grande desafio humano é lidar com os próprios sentimentos. É compreender o que sente e como direciona as atitudes de maneira equilibrada e de tal forma que possa produzir efeitos benéficos para a sua vida.
O sentimento é a plataforma sobre a qual se encontra apoiada toda a vida do espírito humano. Cada movimento que o homem faz em sua existência, no que diz respeito à manifestação dos seus sentimentos, abala-lhe profundamente. Não existem sentimentos maiores ou menores, eles fazem parte das conquistas humanas ao longo das eternidades que já se passaram. O homem está como se fez, como se edificou, Deus lhe concedeu a razão e o livre arbítrio a fim de que pudesse fazer sua caminhada com suas próprias escolhas, para que adquirisse experiência e evoluísse com os seus esforços. É escolha de um adiantar-se, melhorar-se ou estacionar, dessa postura dependerá sempre a sua felicidade ou o seu sofrimento.
Quando não há melhoria emocional, quando não se dá a devida atenção ao aperfeiçoamento dos sentimentos, a criatura humana fica sujeita a efeitos danosos em sua vida. Sentimentos em desalinho projetam ações desastrosas, atitudes negativas conduzem a experiências imprevisíveis na caminhada. Cada dia é uma oportunidade única para o crescimento emocional. Em tudo o que vive encontra o homem ensejo de participar ativamente do seu crescimento, basta que demonstre interesse. É preciso gastar tempo a estudar-se, a verificar com que sentimento se está enfrentando a vida. Identificando desarmonias ou brutalidade, deve ele tomar providências para treinar a tolerância, a paciência, a doçura, a abnegação, a caridade e o perdão. Deve também interessar-se pelo trabalho, pela arte, pela cultura positiva de uma forma geral, para que os seus sentimentos possam sofrer polimento e modificação, somente assim se perceberá melhor depois de algum tempo.
A vida se movimenta a todo instante, e os sentimentos também.
O AMOR É O SENTIMENTO EM MOVIMENTO.

Autor: Adelvair David    

REFLEXÕES

PALAVRAS E VIVÊNCIAS
No palavrório de cada dia segue o homem desejando convencer os demais das suas convicções.
Usando de meios nada recomendáveis, tenta firmar-se pelas palavras e menos pelo coração, incerto em si mesmo do que fala, haja vista o desespero e a violência com que tenta impor suas ideias e pensamentos, geralmente é repudiado pela maioria.
Tudo que é nobre firma-se por si só, sem depender da argumentação ou da convicção de quem quer seja. A verdade é a verdade, e não precisa de defensores. Uma coisa não será diferente só porque alguém acredite diferente, será sempre o que realmente é.
O mundo está cheio de homens que dizem uma coisa e fazem outra, que falam de amor e desmentem-se enganando, espoliando, trapaceando, retirando indevidamente algo quando tem oportunidade para isto. As diversas instituições humanas somam a gigantesca conta das contradições entre o que se prega e o que se faz, onde os interesses matérias sobrepujam a mensagem, transformando corações simples em servidores e doadores passivos. Bom lembrar que existem honrosas exceções, onde as intenções verdadeiras firmam os bons propósitos de alguns.
Asseverou Jesus: “a raposa tem suas tocas, os pássaros tem seus ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Importante pensar nisso! Ele que nada tinha, não pregou apenas com palavras e não “recolheu” nada de ninguém, apenas doou-se.
Compreendemos que toda ideia só é nobre se vier acompanhada de completo desinteresse pessoal. Se apenas escrevemos livros, se só falamos e somos pobres de vivência, somos semelhantes ao tinir de um metal, vibrantes num momento e extintos no outro. Muitos dos homens bons da humanidade não professaram crenças ou ideologias mas sensibilizaram a humanidade pelos seus atos, pela sua dignidade e hombridade. Quem professa uma ideia que entende ser boa, tem o dever moral de fazer certo, pois a contradição pode esfriar o interesse de muitos, desiludir os bem intencionados e lançando-os na nulidade moral.
AS PALAVRAS PODEM ORIENTAR, MAS SOMENTE A VIVÊNCIA PODE SENSIBILIZAR.

Autor: Adelvair David