REFLEXÕES


TEMPLO DE BONDADE
Sois artífices do vosso próprio destino, asseveram os espíritos venerandos.
É importante ancorar os sentimentos em porto seguro para que a vida tenha sentido e se possa experimentar paz, mesmo em meio as modificações a que todos devem se adaptar no curso da existência.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, encontramos os dizeres dos nobres benfeitores: “porque lamentais as calamidades que vós mesmos amontoastes sobre vossas cabeças? ”. Cabe somente ao homem ser feliz ou não. Nem sempre a causa do sofrimento está na atual existência, mas com certeza está dentro de cada um, pois que, ninguém transgride a lei de amor, sem que, em algum tempo, nesta ou noutra existência, seja chamado às contas pela consciência.
É preciso que o espírito humano erga um templo íntimo consagrado a bondade. Que o bem seja constante e insistentemente praticado, para que lhe surja uma nova natureza, impedindo-o de fazer o mal em qualquer grau que seja. Não há um pensamento, uma atitude, uma ação, um desejo que fique sem registro profundo na intimidade do espírito. Por isso asseverou o mestre e Senhor Jesus: “aquele que olhar para uma mulher e deseja-la já cometeu adultério para com ela”. É preciso ver nesta afirmativa além do sentido literal, mas de forma geral, onde o Cristo utilizando esta ideia nos fala do mal até por pensamento, sob qualquer aspecto. Se pensamos em prejudicar alguém, já o prejudicamos; se desejamos coisas ruins para os outros, já fizemos a estes; se tramamos e maquinamos coisas ilícitas, já as realizamos. É claro que se é mais culpado pelo mal praticado do que pensado, porém, é necessário vigiar as suas nascentes, no pensamento.
Praticar o bem é pensar, desejar, movimentar forças na direção do bem. Ser resignado, probo, consciencioso, dócil, afetivo são formas de se corrigir a má natureza, substituindo-a por uma melhor, que certamente conduzirá a pessoa a experimentar um estado de alegria íntima, pelo simples fato de cultivá-las em seu coração, onde certamente habita o criador.
Bom lembrar então, que sendo de sua responsabilidade, o homem deve construir uma vida cheia de nobreza, sem deslizes propositais, onde o seu futuro será a colheita da prática do bem que o seu coração já conquistou, tendo se transformado então, na sua própria virtude, ou seja, um homem de bem, para nunca mais se corromper.
NA LEVEZA DA BONDADE DEVE VIAJAR O CORAÇÃO, RUMO A VERDADEIRA FELICIDADE.

Autor: Adelvair David   

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