segunda-feira, 21 de julho de 2014

REFLEXÕES


A FORÇA DO CRISTO
           
Para quem O aprecie apenas com os olhos da crítica mordaz, Ele não poderia ser considerado como alguém que estivesse à altura de quem dizia ser.
Segundo dizem, não passou de um fracassado que não conseguiu a adesão de coragem e bravura nem mesmo dos Seus discípulos, pois que estes, em sua maioria, não estavam com Ele na hora derradeira, no suplício infame.
Não podemos deixar de entender que Ele escolheu homens simples, do povo, pescadores e trabalhadores das mais singelas profissões, conhecia as fibras fortes dos seus corações, da moralidade impar que mantinham os seus espíritos e desejou contar com eles, não para aquele momento, mas para que pudessem suportar sobre os ombros as tenras plantas do cristianismo nascente.
Assim foi, que eles, em sua maioria, doaram-se integralmente para que a árvore da vida não morresse e fosse transplantada de coração para coração até os nossos dias, guardando o perfume de suas flores e o sabor inigualável dos seus frutos que, somente aquele que se propõe colhe-los pode precisar e apreciar. Por isso encontramos tantos mártires ao longo dos séculos que se sucederam depois que Ele foi embora; ao se nutrirem da verdade semeada, nunca mais quiseram viver de outra maneira, tornando-se também semeadores das sementes do reino que, segundo Ele, estaria no coração do homem.
A força do Cristo não estava no poder que os homens daqueles tempos desejam, mas no amor, que deve viger no coração de todos. Eles queriam um rei para dominar e subjugar, para devolver o sossego às suas vidas atribuladas e insignificantes e Ele lhes deu, mas não souberam compreender. Quando dizia: “o reino de Deus está dentro de vós”, afirmava que cada pessoa para ser feliz, deixar de sofrer, prosperar deve permitir a construção desse reino no próprio coração. Somente amando, as injustiças sociais desaparecerão em toda a terra, as dores se acalmarão e os sofrimentos serão minimizados de tal forma que se deixará de ouvir tantos lamentos por todo o planeta, porque o homem desejará fazer o bem sem limites àqueles que, então, compreenderá como seus irmãos, e será incapaz de fazer o mal, porque estaria fazendo a uma alma querida pertencente a sua própria família, sendo toda a humanidade filha do mesmo Pai.
Como nos diz o poeta em belo canto: Ele veio, mãos vazias desarmadas, nem escudos nem espadas, só o amor por todos nós. A Sua ternura era irradiada a longínquas distâncias, todos podiam desfrutar da atmosfera benévola que ele espargia sobre todos, mesmo sem que não soubessem.
Se quisermos ser felizes, sigamo-lo e teremos a tão sonhada paz em nossos corações.
Autor: Adelvair David

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