sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

REFLEXÕES


NATAL, TEMPO DE BOA VONTADE

“... paz na terra, boa vontade para com os homens.”

Naquela noite, a natureza entoou melodias silenciosas, a brisa carreava perfumes de fragrâncias imperceptíveis anunciando a chegada do verdadeiro amor. Os homens foram tomados de alegria incomum, nunca houve noite igual, cuja sublimidade jamais será repetida até os confins dos tempos.
Os coroados da terra sentiram-se profundamente incomodados, ardia-lhes na alma uma inquietude incomum; pressentiam que o maior entre os maiores acabara de chegar. Ao contrário de ameaça, Ele aportou ao solo terreno em silêncio, sem alarde, entre animais e pastores, não pretendia violentar consciências, nem mesmo fazer imposições, trouxe em notas de paz e esperança o próprio coração como bálsamo para dores humanas.
O sentimento que se espraia por toda a terra traz de volta o olhar misericordioso de muitos para com aqueles que pouco ou nada possuem. É o chamado espírito do Natal que invade os corações. É o sentimento perene do amor do Cristo impregnado desde aqueles tempos na realidade espiritual do planeta, o mesmo que motiva os missionários da ternura e da compaixão prosseguirem auxiliando até a exaustão das próprias forças para felicidade do semelhante.
Assim, até hoje, um clima de mais concórdia e solidariedade toma conta do homem nestes tempos que antecede ao Natal do Senhor.
É Natal, tempo de alegria, de reflexão e de repensar sentimentos, de renovar disposições para servir a todo o momento, onde o amor se transforme em tarefa de cada dia.
NATAL DE LUZ, TEMPO DE BOA VONTADE, NATAL DE JESUS.

Autor: Adelvair David    

REFLEXÕES

IDEAÇÕES
Fato interessante acontece nas expectativas que cria a humanidade em torno dos próprios passos.
Geralmente, o homem deseja as mais variadas situações nesta vida, porém, desenvolve pensamento mágico a respeito delas. Planeja, por exemplo, no casamento, as reações das outras pessoas envolvidas; cônjuges, filhos e parentes estão junto com os seus planos de realizações materiais. Estes não passam, muita vez, de peças bem encaixadas nas suas ideações e, com o passar do tempo se diz frustrado argumentando que a vida não lhe sorriu como desejava.
Desejava buscar na profissão o ideal amoedado de grande monta. Calcula meticulosamente os lucros e a sua ascensão para mais tarde perceber-se não tão bem materialmente como desejava. Embora tenha o suficiente, culpa o país ou as pessoas pelo que entende ser a sua limitada condição.
Planeja ter amizades fiéis, dóceis, dedicadas, amigos e irmãos que poderão atender-lhe nas horas difíceis, ou com eles vivenciar bons momentos para o seu deleite. Informa logo não os possuir. Atribui à “sorte” a relativa solidão que lhe marca as horas em determinado período existencial.
O que se pode compreender a princípio é que, não se transfere a ninguém o dever de fazer a outrem feliz; a felicidade se conquista no que se dá e não no que se recebe. Disse o Cristo de Deus: “ama o teu próximo”. Falando das questões da profissão, em qualquer posição em que se encontre o homem tem oportunidade de treinar o que veio fazer neste mundo, aprender a servir, afirmou Jesus: “se o desejares”. Quanto ao recurso material proveniente do trabalho, é natural e muito justo que se recolha, porém, este é apenas complemento e deve vir após o cumprimento do dever com responsabilidade e amor. É comum prender-se o homem ao que transitório em detrimento do que é eterno, assim invertendo a prioridade existencial. Aconselhou Jesus resolvendo esta questão: “tratai de juntar tesouros no céu”. Falava o Senhor do céu que está dentro de cada um. O homem também, para o seu conforto, não juntará amizades como o faz com as coisas. Amizade é sentimento que se constrói no próprio coração. É um campo de atração que se cria em si mesmo com o amor que se oferta aos seus demais, fazendo com que estes tenham vontade de permanecer na sua presença. Dessa forma é possível aceitar a todos como são atraindo-os para o reduto íntimo, convivendo com mais harmonia em todos os aspectos. Propõe o Mestre em análise: “que te importa os outros, segue-me tu”.
A criatura humana será sempre responsável pelas suas construções. Deverá ter objetividade e lucidez na lide com os seus desejos, de modo a não fantasiá-los. Compreenderá que é sempre responsável pelas ações que trouxe do ontem e das que empreenderá hoje, edificará para o agora e para o  amanhã o bem que não mais lhe faltará.
AS IDEAÇÕES NOBRES IMPULSIONAM O HOMEM PARA O PROGRESSO, CULTIVÁ-LAS É PROPOR A SI MESMO FELICIDADE.

Autor: Adelvair David 

REFLEXÕES

A POSSE REAL
De tudo quanto tem, pouco necessita o homem.
Avaliando as necessidades humanas, os pensadores de todos os tempos se esmeraram no sentido de esclarecer e entender as reais posses que dariam sossego e conforto ao seu possuidor.
O que a experiência sedimentou é que nada do que se possua em todos os sentidos materiais, é garantia absoluta de tranquilidade íntima. Nenhuma referência no mundo das formas representou apego suficiente para os que escolhem abreviar o tempo de suas vidas, deixando para trás corações partidos e almas chorosas sem a possibilidade de compreender a dimensão da dor que lhes motivaram a escolha.
Em todos os tempos o homem procurou sempre o conforto em todos os sentidos, nada contrário é claro à busca do progresso que deve marcar a marcha de cada um neste mundo. Progredir, ter mais, conquistar, nunca foi e nunca será, a princípio, sinal de qualquer negatividade. Ainda, a procura pela companhia perfeita, pelos filhos ideais, pelas amizades sinceras e tudo mais, representa e representará sempre a maior aspiração de todo aquele que deseja passar pelo mundo protegido e instalado na melhor zona de conforto possível.
O que é preciso entender é que, o homem não pertence a este mundo onde ironicamente tenta perpetuar-se. Eterno só o espírito, que já teve e terá outras existências para o seu aperfeiçoamento. Do passado, não trouxe qualquer recurso material que acreditava possuir e não levará nenhum de agora consigo. A viagem é feita na nudez do sentimento, não poderá acumular nada que é do mundo. Quando transpuser os portais da imortalidade experimentará o efeito moral no seu sentimento do que tiver feito daquilo que Deus lhe permitiu administrar neste mundo. Pensará a respeito daqueles que passaram pela sua vida na condição de necessitados a rogar-lhe o naco de pão, o copo de água fresca, a moeda singela, a veste simples ou o amparo no momento requisitado.
Óh! Grande e cruel dúvida. Equivocado, acredita que lhe faltará amanhã o diminuto recurso que hoje partilha, que em verdade já não lhe pertence. Sem luzes interiores para entender, nem desconfia o viajante que doando multiplicará agora ou para outros tempos que virão a alegria e a prosperidade que lhe marcará a vida. Disse o Senhor Jesus: “àquele que tem mais se lhe dará”. Não tentando deter tudo o que possui, ao repartir um pouco aumentará o seu auto entendimento, terá mais paz, méritos traduzidos em alegrias para o futuro. A generosidade, a caridade é riqueza que diminui o jugo material sobre os ombros de quem doa, ao lhe desatrelar da cegueira do egoísmo.
O maior tesouro a ser encontrado neste mundo e nas muitas vivências que o homem terá é o de aprender amar. Sendo moeda imperecível, pedra preciosa e perfeita, também será luz iluminando a sua estrada, principalmente no enfrentamento das provas naturais de crescimento rumo à perfeição. Já cantava o poeta: O amor é luz na alma.
SEM O AMOR TUDO É APEGO E PRISÃO EMOCIONAL, COM ELE, A LIBERDADE DE VIVER POSSUINDO SEM A NECESSIDADE DO QUE SE POSSUI.
Autor: Adelvair David