REFLEXÕES


O SILÊNCIO E O CALUNIADOR
O Silêncio tem sido explorado como uma das alternativas contra a ignorância.
O que se pode entender é que, silenciar é medida inteligente, prudente ou edificante, dependendo da sua aplicabilidade. Em alguns casos pode significar omissão, noutros conivência ou indiferença. Não se pode contestar que se bem utilizado, o silêncio é medida cautelosa para o bom posicionamento diante dos muitos desafios enfrentados, sobretudo na vida de relação com o semelhante.
Porém, no nosso entendimento, a melhor aplicação do silêncio é diante do caluniador. Este, sem condições racionais e morais para avaliar o dano que o seu verbo produzirá, geralmente estribado em supremo orgulho por possíveis danos à sua vaidade, avança na direção de quem lhe obste o caminho equivocado. Não podendo enxergar claro como alguém que visse através de vidraça embaçada, geralmente faz mal até mesmo àqueles que sempre lhe arrimaram os passos, alguns se revoltando até mesmo contra Deus, que não lhe atendeu os caprichos.
Diante deste, é mais prudente o silêncio. Não é necessário defender a honra se a pessoa realmente a tem. Não é necessário provar a verdade se ela existe, a não ser se for chamado a prestar depoimento a respeito. Não é necessário mostrar obras, quando estão edificadas. O silêncio, neste sentido, é antídoto contra o ódio, o ressentimento, a mágoa que se possa ter contra o caluniador, pois que, somente com muito equilíbrio e harmonia alguém se defenderia sem mover em si mesmo os sentimentos negativos dos quais ele se utilizou. Temos em Jesus o maior exemplo. Diante daqueles que lhe bateram na face para que profetizasse sobre quem O agredira, Ele silenciou. Em momento necessário, de grande ousadia de Pilatos, acreditando este poder absolvê-lo ou condená-lo, disse-lhe: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado”. Com esta atitude externou a grandeza de que era portador; sendo o Senhor Supremo deste planeta não reclamou para si qualquer consideração, respeitando a ignorância daqueles que lhe agrediam para que a Sua mensagem não sofresse qualquer dano, perpetuando-a.
Ensina o espírito André Luiz: “Viva de tal forma que o caluniador não tenha razão”. Ama o teu próximo como a ti mesmo, disse o bondoso Senhor, dando o direito a cada um de ser e viver como desejar, afinal, todos estamos sujeitos à Lei de Causa e Efeito.
Para a edificação dos bons sentimentos é necessário fazer o bem; para evitar equiparar-se ao caluniador, somente vigiando as nascentes do coração, impedindo externar o que não se deve.
NO SILÊNCIO INTERIOR ENCONTRAMOS DEUS E TODAS AS RAZÕES PARA PROSSEGUIRMOS SEM NADA EXIGIR.

Autor: Adelvair David 

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