segunda-feira, 30 de setembro de 2013








O DANO À OBRA

"Esmola para os Pobres" - Martin Drolling
Pintor francês (1752-1817)

OS OBREIROS DO SENHOR 
(Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 20)
5. Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade. Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!
O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)

REFLEXÕES

ALMA EM DESFILE
A vida física é uma caminhada temporária no mundo das formas.
Enquanto segue nas terras íntimas ainda não cultivadas, as plantações dos valores bons carecem de semeadura urgente. O mato espesso, os troncos rígidos, os espinhos do cipoal das dificuldades, são enfrentamentos que exigem mudanças comportamentais, quase sempre adiadas.
Neste andar desconfortável, porém cômodo para muitos, segue o homem sem prestar muita atenção na estrada, preocupando-se apenas como irá mostrar-se para o seu semelhante. Um grande número de criaturas vive de aparência, seja financeira, moral, espiritual ou intelectual. Desfilando por entre os seus irmãos carregam a dura e pesada armadura das imagens e conveniências, criadas a fim de serem mostradas nos diversos grupos onde convive.
Ensina-nos o espírito Emmanuel: “é preciso revisar as próprias tendências [...] para que não estejamos tateando na sombra”. A mesma sombra de que falou Carl Gustav Jung, os ambientes escuros da alma, responsáveis pelos tropeços e dissabores enfrentados que se traduzem através dos defeitos que poucos querem pensar a respeito, mas que são constantemente repetidos; manias que se prefere negar, transformando-se em válvulas de escape para as ansiedades e angústias decorrentes da maneira de se pensar, sentir e agir, porém; tudo em completo desalinho com as leis morais ensinadas pelo Cristo no seu abençoado evangelho.
No desfile da vida, todos estão expostos. Ao conviver o homem é notado, observado e analisado pelas muitas mentes nos dois planos da vida, o físico e o transcendente. Cada pessoa apresenta-se com a roupagem espiritual que lhe é própria, ofertando virtudes ou enganos; os humildes são notados por não ferir a suscetibilidade de ninguém, o orgulhoso pela prepotência que lhe marca a face; o homem bom pelas bênçãos que espalha e o maldoso pelo gosto amargo que deixa na alma de quem dele se aproxima.
Trazendo a responsabilidade de se melhorar, o homem faz propostas que deverão ser confirmadas pela moral íntima, nem sempre aquela que todo mundo vê. Os atos mais importantes não possuem testemunhos, são os que acontecem no coração, onde todas as decisões são tomadas, únicas que tem valor para o crescimento ou não do homem.
O bem, o respeito, a ternura, a caridade e o verdadeiro amor, um dia será transparente nas almas que desfilam neste mundo, e então teremos a concórdia e a paz reinando em toda a terra.
Pensemos, há muitas providências que necessitamos tomar para tornar mais verdadeira a nossa caminhada, deixando para trás as encenações sem a preocupação com o que os outros vão achar, mas com um único desejo, o de sermos melhores e fazermos o melhor para os nossos irmãos.
DEVEMOS VIVENCIAR PARA COM OS OUTROS PRIMEIRO O BEM QUE BUSCAMOS CONCRETIZAR EM NÓS.

Autor: Adelvair David      

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

SEMINÁRIO NO MARIA DOLORES

CAROS IRMÃOS
 Temos o prazer de convidá-lo para assistir a um seminário com o tema: FAMÍLIA. 
Teremos a grata satisfação de receber ANA GUIMARÃES em nossa casa.
ANA tem participado da caminhada de nossa casa, suas orientações sempre ponderadas tem auxiliado a nós e a muitos que desejam vivenciar o verdadeiro espiritismo.
Será neste domingo, 22 de setembro, em comemoração ao mês de Maria Dolores, as 8h30min.
Local: Rua 19, nº 768, Bairro São Judas Tadeu, Jales-SP. 
informações pelo e-mail: addavid@ig.com.br ou pelo fone: 17- 3632.5095 (David)
SEJAM BEM VINDOS, TODOS ESTÃO CONVIDADOS A ESTAREM PRESENTES JUNTO AOS NOSSOS CORAÇÕES.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

NOITE DE LUZ

Foi uma noite de muitas emoções, reencontros e recordações felizes.
Neste dia de 15 de setembro, os integrantes do Grupo Espírita Beneficente Maria Dolores tiveram muitos motivos para estarem alegres, afinal, 14 anos de trabalho ininterrupto culminaram com a conclusão da construção da Nova Sede do Grupo, também conhecido carinhosamente como Casa de Madô. Foi também momento de comemorarmos o aniversário da benfeitora, Maria Dolores com muita sensibilidade, era assim o seu coração, detentor de muito amor e carinho, tendo ela com verdadeiro desprendimento trazido para o seu convívio as meninas que resolveu auxiliar, fundando o LAR DAS MENINAS SEM LAR.
Num clima de muita criatividade e emoção a evangelização infantil da casa apresentou um teatro contando a vida da benfeitora. Entre danças de benfeitores amorosos em forma de balé clássico em meio às crianças que se movimentavam em falas emocionadas a vida de Madô desfilou à frente de todos, fazendo bater mais fortes os corações presentes.
Logo após, de olhos atentos, o público assistiu a historia do grupo através de um vídeo gravado ao longo dos anos de trabalho da casa, das várias atividades, também uma retrospectiva fotográfica.
A palestra foi proferida pelo orador, médium e trabalhador do grupo, Adelvair David. Relembrando-nos a importância de nos tornarmos SERVOS DA VIDA, atendendo ao convite de Jesus para a renúncia e a real doação.
Através do nosso querido Granella, os presentes tiveram oportunidade de receber autógrafos nas suas obras que, fiéis aos princípios de Allan Kardec, trazem ensinamentos e meditações a quem se propõe estudá-las.
Estiveram presentes mais de quatrocentos irmãos de toda a região, que deram um colorido especial à Casa de Madô. A Rede Amigo Espírita transmitiu ao vivo o evento.
Noite feliz que retratou o quanto o grupo ama este recanto de paz e ternura, para que como família se possa realizar a obra do amor.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CONVITE PARA UM MOMENTO ESPECIAL


Estamos lhe convidando e temos a grata satisfação em recebê-lo, para estar conosco neste dia 15 de setembro (domingo) as 19h30min, para a comemoração do Aniversário de Maria Dolores e, também, para a inauguração do nosso salão multiuso, que servirá para abrigar melhor as atividades desenvolvidas pelo Grupo Espírita Beneficente Maria Dolores,conhecido carinhosamente como a Casa de Madô, da forma como era também chamada nossa querida benfeitora.
Local: Rua 19, nº 768,Bairro São Judas Tadeu - Jales,SP
Cronograma:

  • Apresentação de um teatro pela evangelização infantil de nossa casa;
  • Algumas homenagens;
  • Retrospectiva fotográfica;
  • Vídeo de saudação gravado com Divaldo Franco ao Grupo Maria Dolores, com depoimento a respeito da benfeitora, tendo ele a conhecido enquanto encarnada;
  • Palestra com o orador e trabalhador da Casa, Adelvair David;
  • Noite de autógrafos com o escritor espírita Wilson Granella, nosso irmão da cidade de Fernandópolis, da Associação Espírita Missionários da Luz daquela cidade, fundador da Associação Filantrópica Henry Pestalozzi.
Um pouco da biografia do nosso querido Wilson Granella.

Wilson Granella
Informações pelo e-mail: addavid@ig.com.br
ou pelo fone: 17- 3632.5095 (David)

domingo, 8 de setembro de 2013

REFLEXÕES


O SILÊNCIO E O CALUNIADOR
O Silêncio tem sido explorado como uma das alternativas contra a ignorância.
O que se pode entender é que, silenciar é medida inteligente, prudente ou edificante, dependendo da sua aplicabilidade. Em alguns casos pode significar omissão, noutros conivência ou indiferença. Não se pode contestar que se bem utilizado, o silêncio é medida cautelosa para o bom posicionamento diante dos muitos desafios enfrentados, sobretudo na vida de relação com o semelhante.
Porém, no nosso entendimento, a melhor aplicação do silêncio é diante do caluniador. Este, sem condições racionais e morais para avaliar o dano que o seu verbo produzirá, geralmente estribado em supremo orgulho por possíveis danos à sua vaidade, avança na direção de quem lhe obste o caminho equivocado. Não podendo enxergar claro como alguém que visse através de vidraça embaçada, geralmente faz mal até mesmo àqueles que sempre lhe arrimaram os passos, alguns se revoltando até mesmo contra Deus, que não lhe atendeu os caprichos.
Diante deste, é mais prudente o silêncio. Não é necessário defender a honra se a pessoa realmente a tem. Não é necessário provar a verdade se ela existe, a não ser se for chamado a prestar depoimento a respeito. Não é necessário mostrar obras, quando estão edificadas. O silêncio, neste sentido, é antídoto contra o ódio, o ressentimento, a mágoa que se possa ter contra o caluniador, pois que, somente com muito equilíbrio e harmonia alguém se defenderia sem mover em si mesmo os sentimentos negativos dos quais ele se utilizou. Temos em Jesus o maior exemplo. Diante daqueles que lhe bateram na face para que profetizasse sobre quem O agredira, Ele silenciou. Em momento necessário, de grande ousadia de Pilatos, acreditando este poder absolvê-lo ou condená-lo, disse-lhe: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado”. Com esta atitude externou a grandeza de que era portador; sendo o Senhor Supremo deste planeta não reclamou para si qualquer consideração, respeitando a ignorância daqueles que lhe agrediam para que a Sua mensagem não sofresse qualquer dano, perpetuando-a.
Ensina o espírito André Luiz: “Viva de tal forma que o caluniador não tenha razão”. Ama o teu próximo como a ti mesmo, disse o bondoso Senhor, dando o direito a cada um de ser e viver como desejar, afinal, todos estamos sujeitos à Lei de Causa e Efeito.
Para a edificação dos bons sentimentos é necessário fazer o bem; para evitar equiparar-se ao caluniador, somente vigiando as nascentes do coração, impedindo externar o que não se deve.
NO SILÊNCIO INTERIOR ENCONTRAMOS DEUS E TODAS AS RAZÕES PARA PROSSEGUIRMOS SEM NADA EXIGIR.

Autor: Adelvair David