quarta-feira, 29 de maio de 2013

REFLEXÕES


RAZÃO e SENSIBILIDADE
Existe grande conflito na aplicabilidade destes dois atributos humanos, a razão e a sensibilidade.

Em face das muitas necessidades do ser pensante que habita este globo a razão e a sensibilidade se completam, embora possam se desenvolver separadamente no tempo. O homem precisa ter uma razão mais sensível e uma sensibilidade mais racional, se não quiser transitar pela vida atrasando o seu progresso integral.

Determinou o criador que a sua criatura evolua, sem que esta possa se opor a isto. Para alcançar as nobres e simbólicas asas da angelitude deverá aprender a utilizar os mecanismos da razão e as qualidades do coração. Se, por acaso, resolver deixar uma de lado e prosseguir ignorando, tempo virá em que desejará conquistá-la para que a sua felicidade seja completa. Sem os subsídios da razão o homem não poderá discernir se está fazendo um bem propriamente ou um mal; muita vez a aparente necessidade sua ou do outro se apresenta mascarada por interesses menores e egoístas ou pelas lamúrias e falsas versões dos aproveitadores. Sem o sentimento poderá deixar de fazer o que realmente deve por não perceber a própria necessidade ou a do semelhante; somente o coração confere olhos de ternura, bondade, generosidade, solidariedade e compaixão.

Quando Jesus disse ao Doutor da Lei na parábola do “bom Samaritano”, vai tu e faze o mesmo, asseverou a importância de se permitir perceber com a razão as problemáticas da vida e a utilizar o coração para não ser indiferente a elas. Sensibilizado o coração fará fluir providências para amenizar os sofrimentos, consolar dores, alimentar o faminto, perdoar o agressor e muito mais, e a razão indicará quais as atitudes darão conta de tal empreitada.

Muitas pessoas acreditam que não devem se enveredar pelos caminhos da sensibilidade temendo tornarem-se frágeis; porém, acabam fragilizadas pela falta de amparo moral no momento dos embates da vida. O que é usual é que o homem apenas racional tenha menos resistências a enfrentamentos que lhe escapam ao controle, enquanto que as criaturas que possuem o tempero da razão e do sentimento conseguem transitar com mais segurança mesmo em terreno instável, por apresentarem mais confiança em si mesmas e em Deus; enquanto muitos tombam vencidos e até se auto destruindo, outros conseguem esperar dias melhores, agindo e lutando por sobreviver agora para a glória depois.

O IDEAL É CONHECER PARA DISCERNIR E AMAR PARA SER FELIZ.
Autor: Adelvair David 

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