REFLEXÕES


O CORAÇÃO
O coração humano é receptáculo de forças emocionais de toda ordem. Acondicionadas, porém, não estacionadas, elas se direcionam para onde a vontade determinar.

A movimentação da alma pelas suas vivências neste mundo lhe propiciam experimentar uma gama infinita de sensações que acionam de certa forma os sentimentos.

O dito popular, “ninguém dá do que não tem”, traz no fundo sua verdade. Elucidando a dificuldade humana nos campos do coração disse o mestre nazareno: “a boca fala do que está cheio o coração”. Um coração cheio de bons sentimentos irradia ternura no olhar, doçura nas palavras e mansidão nos movimentos, enquanto que aquele que cultiva negatividades é duro no proceder e pesado na expressão. Não é difícil identificar quem verdadeiramente está em paz, quem tem o coração cheio de bondade ou que a possui relativamente; a despeito do que possa estar lhe acontecendo é sempre sereno e se pode sentir a sua leveza, mesmo em dias tumultuados ou em meio a acerbas provações; o desespero, por exemplo, é próprio de uma alma desconfiada, frágil que, agindo assim, anuncia o despreparo para os enfrentamentos da vida.

A forma mágica de como é apresentada a modificação do homem deixa muito a desejar na sua eficácia. O fato de alguém aceitar um conceito de fé não lhe confere maiores atribuições emocionais; o sentimento não muda de forma repentina, pois um coração cheio de condicionamentos e hábitos menos felizes só lentamente, e se o desejar, alterará os painéis obscuros e enganosos dos sentimentos mesquinhos. Asseverou o mestre lionês, Allan Kardec que: “é preciso fazer grandes esforços para domar as más tendências”. Iludir-se neste sentido é receber falsos sinais interiores indicando direção errada a seguir; vemo-nos muitas vezes nas bordas perigosas de precipícios morais, materiais ou espirituais, por adotar pensamento mágico sem o devido abalizamento dos sentimentos verdadeiros; estes só é possível consegui-los a custa de lutas íntimas para se substituir os ruins pelos melhores.

Asseverou Jesus: “Não se turbe o vosso coração”, anunciando que no coração haverá o homem de fazer suas maiores lutas. Testado nos seus limites dará respostas conforme as suas resistências morais. Como a vida é feita de convites o homem sempre os terá em todos os sentidos, bons e ruins, que virão mais de dentro do que de fora de si mesmo; as tendências milenares em sua natureza serão apetitosos pratos, envenenados muitas vezes pelos comprometimentos do ontem.

Hoje é tempo de mudar, Deus nos aguarda mais esperançosos quanto nossas possibilidades de crescimento. Empreender pacificadoras ações é encher o coração de sentimentos nobres, tesouro imperecível que permitirá a paz e a felicidade em qualquer tempo e em qualquer lugar. Não importa quanto tempo alguém caminhou na direção errada, o que é significativo é o que pretendemos fazer a partir de agora pela nossa edificação espiritual.

NOSSA PAZ OU NOSSA DOR NÃO A ENCONTRAREMOS NO MUNDO, PORQUE É CONSTRUÇÃO QUE FAREMOS NO PRÓPRIO CORAÇÃO.
Autor: Adelvair David     

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