REFLEXÕES



CAMPOS CONSCIENCIAIS
A consciência tem mecanismos interessantes.
Permite ao homem prosseguir do jeito que está, e não o impede as realizações na fieira dos dias que se seguem.
É muito comum, e pode ser encontrado nas literaturas psicológicas e outras que analisam o comportamento humano, indivíduo possuidor de total segurança e determinação apresentar-se às várias instituições médicas ou religiosas clamando por socorro ante feroz inimigo que se levantou interiormente ameaçador, querendo devorá-lo sugando-lhe as energias e as esperanças.
Se por um lado o momento é doloroso, por outro é marco determinador de mudança. O homem só conseguirá prosseguir então se houver real e honesta proposta em mudar os rumos do seu entendimento; se buscar alterar os seus valores estabelecendo trégua para consigo mesmo a fim de empreender as transformações morais verdadeiras, não mais de aparências.
A consciência é aferidora e tem como parâmetro as leis divinas e naturais que imutáveis, cabe o homem respeitar; do contrário, de tempos em tempos, e isso pode se dar na mesma existência ou em outra, ele será convidado pela inevitável mestra, “a dor”, rever os seus procedimentos. Neste intento, estará sozinho consigo mesmo. Diante da prova, mesmo que alguma alma querida se sacrifique assumindo auxiliá-lo, experimentará desconfortos como conseqüência dos seus atos, sendo estes intransferíveis.
Muitos bradam denunciando existirem pessoas que mesmo sem o devido cuidado com a conduta, vivem livres e soltos, sem que nada lhes aconteça. Preciso é compreender que, neste mundo a humanidade toda sofre do mesmo mal, a imperfeição; raros são os que não se deixam arrastar por alguma delas, mesmo que uma vez ou outra. Nem sempre se é possível acompanhar alguém até o entardecer da sua existência, quando muitas vezes experimenta dores acerbas e dificuldades. Caso tudo corra bem, se é que se pode assim dizer, não se pode anestesiar para sempre a consciência que em algum momento, aqui ou na vida espiritual, vai transferir o espírito para dentro das realidades emocionais que criou, exigindo-lhe devolver o que tirou, reparar os sentimentos que lesou para se recompor intimamente.
A ninguém é licito julgar as ações dos outros como nos ensinou Jesus, até porque, disse ele: “com a mesma medida com que medirdes sereis medidos”, avisando-nos que todos temos campos conscienciais avariados para consertar e melhorar para ser feliz.
O homem só poderá resistir aos apelos externos e internos se puder lembrar-se que não é um corpo mas um espírito vivendo em corpo temporário, de onde terá que partir a qualquer momento. Ao retornar à casa verdadeira deverá como forma de crescimento responsabilizar-se  por tudo o que tiver feito enquanto encarnado; pequenos e  grandes os atos assumem aparências relevantes. Segundo Jesus, o homem é responsável até pelos seus pensamentos, que Deus conhece.
Portanto, mesmo que os exemplos do mundo sejam os mais inadequados possíveis, que os convites apetitosos proponham seguir por este ou aquele caminho, melhor ponderar e buscar as reservas morais, construídas na renúncia e na decisão sempre digna.           Necessário a qualquer um buscar a sua espiritualização. Deixar pendências morais é atrasar a própria felicidade.
Sempre se poderá recomeçar, porém, nem sempre nas mesmas condições atuais; mesmo difíceis elas representam extensão da misericórdia divina que, amenizou o fardo devido, na medida dos ombros de cada um.
MEDITA E ORA DESEJANDO RECONHECER O MELHOR A FAZER PELA TUA PAZ E TRANQUILIDADE.
Autor: Adelvair David

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