segunda-feira, 29 de outubro de 2012

REFLEXÕES


O CORAÇÃO
O coração humano é receptáculo de forças emocionais de toda ordem. Acondicionadas, porém, não estacionadas, elas se direcionam para onde a vontade determinar.

A movimentação da alma pelas suas vivências neste mundo lhe propiciam experimentar uma gama infinita de sensações que acionam de certa forma os sentimentos.

O dito popular, “ninguém dá do que não tem”, traz no fundo sua verdade. Elucidando a dificuldade humana nos campos do coração disse o mestre nazareno: “a boca fala do que está cheio o coração”. Um coração cheio de bons sentimentos irradia ternura no olhar, doçura nas palavras e mansidão nos movimentos, enquanto que aquele que cultiva negatividades é duro no proceder e pesado na expressão. Não é difícil identificar quem verdadeiramente está em paz, quem tem o coração cheio de bondade ou que a possui relativamente; a despeito do que possa estar lhe acontecendo é sempre sereno e se pode sentir a sua leveza, mesmo em dias tumultuados ou em meio a acerbas provações; o desespero, por exemplo, é próprio de uma alma desconfiada, frágil que, agindo assim, anuncia o despreparo para os enfrentamentos da vida.

A forma mágica de como é apresentada a modificação do homem deixa muito a desejar na sua eficácia. O fato de alguém aceitar um conceito de fé não lhe confere maiores atribuições emocionais; o sentimento não muda de forma repentina, pois um coração cheio de condicionamentos e hábitos menos felizes só lentamente, e se o desejar, alterará os painéis obscuros e enganosos dos sentimentos mesquinhos. Asseverou o mestre lionês, Allan Kardec que: “é preciso fazer grandes esforços para domar as más tendências”. Iludir-se neste sentido é receber falsos sinais interiores indicando direção errada a seguir; vemo-nos muitas vezes nas bordas perigosas de precipícios morais, materiais ou espirituais, por adotar pensamento mágico sem o devido abalizamento dos sentimentos verdadeiros; estes só é possível consegui-los a custa de lutas íntimas para se substituir os ruins pelos melhores.

Asseverou Jesus: “Não se turbe o vosso coração”, anunciando que no coração haverá o homem de fazer suas maiores lutas. Testado nos seus limites dará respostas conforme as suas resistências morais. Como a vida é feita de convites o homem sempre os terá em todos os sentidos, bons e ruins, que virão mais de dentro do que de fora de si mesmo; as tendências milenares em sua natureza serão apetitosos pratos, envenenados muitas vezes pelos comprometimentos do ontem.

Hoje é tempo de mudar, Deus nos aguarda mais esperançosos quanto nossas possibilidades de crescimento. Empreender pacificadoras ações é encher o coração de sentimentos nobres, tesouro imperecível que permitirá a paz e a felicidade em qualquer tempo e em qualquer lugar. Não importa quanto tempo alguém caminhou na direção errada, o que é significativo é o que pretendemos fazer a partir de agora pela nossa edificação espiritual.

NOSSA PAZ OU NOSSA DOR NÃO A ENCONTRAREMOS NO MUNDO, PORQUE É CONSTRUÇÃO QUE FAREMOS NO PRÓPRIO CORAÇÃO.
Autor: Adelvair David     

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


CAROS AMIGOS E IRMÃOS
queremos convidar a todos para mais um JANTAR no GRUPO ESPÍRITA BENEFICENTE MARIA DOLORES
Será no dia 27 de outubro de 2012, das 20h:30` as 22h30´
Endereço: Rua 19, nº 768, Bairro São Judas Tadeu, Jales-SP
Pratos: frango marinado, Arrroz branco, Bavetti Aglio e Olio, Molho vermelho, Salada Crocante e Antepasto de Abobrinha.
SEJA BEM VINDO, A COMIDA É BOA E A CONVERSA ACALENTA O CORAÇÃO
Informações: 17- 3632.9983 (Jane) ou pelo e-mail: addavid@ig.com.br (David) - se preferir reserve por e-mail e retire o convite no local, no horário do jantar.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

REFLEXÕES


O TEMPO
O tempo é o grande aliado da maioria das resoluções humanas.
O que é preciso analisar é o seu efeito filosófico, o da interpretação moral e emocional a que o homem está sujeito e tem reflexo no interior de cada um.
Quando alguém deve atender a um compromisso em relação à outra pessoa e não o faz, as coisas se complicam no sentimento do prejudicado, trazendo-lhe desconfortos e angústias que podem danificar ou destruir a sua vida. Para quem negligencia o seu dever, as coisas parecem prosseguir sem grandes problemas, a situação muita vez pode apresentar-se cômoda, porém, para a vítima, o tempo lhe parecerá uma eternidade; principalmente se estiver suportando peso moral ou material.
Como não é possível prosseguir deixando pendências para trás, a calmaria que se experimenta é apenas ilusão; quem lesa alguém de alguma forma, estaciona no momento em que deixou de cumprir com o que lhe era devido. O futuro, nem sempre longínquo, reserva estados de tédio e solidão inexplicáveis para o devedor. O fio que o mantém atado a quem prejudicou tem uma extensão máxima; não sendo possível mais prosseguir sem buscar a solução do problema, o homem se lembra da sua apagada vítima que provavelmente nunca o esquecera. É então, que para ter paz de consciência, alguns decidem por promover o ressarcimento, para que a vida programe no devido tempo a devolução moral, única forma de reconquistar o sossego de alma.
Na questão das alegrias, o tempo tem um caráter ainda mais curioso. Reclamam alguns que estas passam rápido demais. Mesmo uma viagem merecida de descanso, a vaidade excessiva pode fazer com que ela  não ser aproveitada, em função dos estressantes preparativos que antecipam cansaços criando um clima de sofrimento obscurecendo-lhe o brilho. Em outras situações dizem alguns: “as coisas estão tão boas que estou até desconfiado”... É idéia de muitos de que o homem está na terra para sofrer e ser infeliz. “Ensinam os espíritos venerandos que na Terra, cabe ao homem ser tão feliz quanto lhe seja possível”, dependendo só de si os meios de o fazer; o bom uso do seu sentimento viabilizará esta conquista.
Necessário meditar: “o tempo é o caminho por onde se escoam os fatos que o homem deve bem viver”.
A vida é a prazerosa experiência que nos colocará sempre na presença dos nossos irmãos, onde devemos aproveitar o tempo para bem conviver, se desejamos verdadeiramente aprender a ser feliz.
NO TEMPO DE SER FELIZ É NCESSÁRIO RENUNCIAR; NO TEMPO DE RENUNCIAR É NECESSÁRIO O SACRIFÍCIO; NO TEMPO DO SACRIFÍDIO É NECESSÁRIO AMAR.
Autor: Adelvair David  

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

SALVE ALLAN KARDEC - 208 ANOS


HIPPOLYTE LÉON-DENIZARD RIVAIL (ALLAN KARDEC) - Allan Kardec nasceu Hippolyte Léon-Denizard Rivail, em 03 de Outubro de 1804 em Lyon, França, no seio de uma antiga família de magistrados e advogados. Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdum, Suíça, tornou-se um de seus discípulos mais eminentes.
Foi membro de várias sociedades sábias, entre as quais a Academie Royale d'Arras. De 1835 à 1840, fundou em seu domicílio cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, etc.
Dentre suas inúmeras obras de educação, podemos citar: "Plano proposto para a melhoria da instrução pública" (1828); "Curso prático e teórico de aritmética (Segundo o método de Pestalozzi)", para uso dos professores primários e mães de família (1829); "Gramática Francesa Clássica" (1831); "Programa de cursos usuais de química, física, astronomia, fisiologia"(LYCÉE POLYMATIQUE); "Ditado normal dos exames da Prefeitura e da Sorbonne", acompanhado de "Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849).
Por volta de 1855, desde que duvidou das manifestações dos Espíritos, Allan Kardec entregou-se a observações perseverantes sobre esse fenômeno, e, se empenhou principalmente em deduzir-lhe as conseqüências filosóficas.
Nele entreviu, desde o início, o princípio de novas leis naturais; as que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma multidão de problemas reputados insolúveis, e compreendeu-lhe a importância do ponto de vista religioso.
As suas principais obras espíritas são: "O Livro dos Espíritos", para a parte filosófica, e cuja primeira edição surgiu em 18 de Abril de 1857; "O Livro dos Médiuns", para a parte experimental e científica (Janeiro de 1861); "O Evangelho Segundo o Espiritismo", para a parte moral (Abril de 1864); "O Céu e o Inferno", ou "A Justiça de Deus segundo o Espiritismo" (Agosto de 1865); "A Gênese, os Milagres e as Predições (Janeiro de 1868); "A Revista Espírita", jornal de estudos psicológicos.
Allan Kardec fundou em Paris, a 1º de Abril de 1858, a primeira Sociedade Espírita regularmente constituída, sob o nome de "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas".
Casado com Amélie Gabrielle Boudet, não teve filhos.
Trabalhador infatigável, desencarnou no dia 31 de março de 1869, em Paris, da maneira como sempre viveu: trabalhando. ("Obras Póstumas", Biografia de Allan Kardec, edição IDE)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

REFLEXÕES



CAMPOS CONSCIENCIAIS
A consciência tem mecanismos interessantes.
Permite ao homem prosseguir do jeito que está, e não o impede as realizações na fieira dos dias que se seguem.
É muito comum, e pode ser encontrado nas literaturas psicológicas e outras que analisam o comportamento humano, indivíduo possuidor de total segurança e determinação apresentar-se às várias instituições médicas ou religiosas clamando por socorro ante feroz inimigo que se levantou interiormente ameaçador, querendo devorá-lo sugando-lhe as energias e as esperanças.
Se por um lado o momento é doloroso, por outro é marco determinador de mudança. O homem só conseguirá prosseguir então se houver real e honesta proposta em mudar os rumos do seu entendimento; se buscar alterar os seus valores estabelecendo trégua para consigo mesmo a fim de empreender as transformações morais verdadeiras, não mais de aparências.
A consciência é aferidora e tem como parâmetro as leis divinas e naturais que imutáveis, cabe o homem respeitar; do contrário, de tempos em tempos, e isso pode se dar na mesma existência ou em outra, ele será convidado pela inevitável mestra, “a dor”, rever os seus procedimentos. Neste intento, estará sozinho consigo mesmo. Diante da prova, mesmo que alguma alma querida se sacrifique assumindo auxiliá-lo, experimentará desconfortos como conseqüência dos seus atos, sendo estes intransferíveis.
Muitos bradam denunciando existirem pessoas que mesmo sem o devido cuidado com a conduta, vivem livres e soltos, sem que nada lhes aconteça. Preciso é compreender que, neste mundo a humanidade toda sofre do mesmo mal, a imperfeição; raros são os que não se deixam arrastar por alguma delas, mesmo que uma vez ou outra. Nem sempre se é possível acompanhar alguém até o entardecer da sua existência, quando muitas vezes experimenta dores acerbas e dificuldades. Caso tudo corra bem, se é que se pode assim dizer, não se pode anestesiar para sempre a consciência que em algum momento, aqui ou na vida espiritual, vai transferir o espírito para dentro das realidades emocionais que criou, exigindo-lhe devolver o que tirou, reparar os sentimentos que lesou para se recompor intimamente.
A ninguém é licito julgar as ações dos outros como nos ensinou Jesus, até porque, disse ele: “com a mesma medida com que medirdes sereis medidos”, avisando-nos que todos temos campos conscienciais avariados para consertar e melhorar para ser feliz.
O homem só poderá resistir aos apelos externos e internos se puder lembrar-se que não é um corpo mas um espírito vivendo em corpo temporário, de onde terá que partir a qualquer momento. Ao retornar à casa verdadeira deverá como forma de crescimento responsabilizar-se  por tudo o que tiver feito enquanto encarnado; pequenos e  grandes os atos assumem aparências relevantes. Segundo Jesus, o homem é responsável até pelos seus pensamentos, que Deus conhece.
Portanto, mesmo que os exemplos do mundo sejam os mais inadequados possíveis, que os convites apetitosos proponham seguir por este ou aquele caminho, melhor ponderar e buscar as reservas morais, construídas na renúncia e na decisão sempre digna.           Necessário a qualquer um buscar a sua espiritualização. Deixar pendências morais é atrasar a própria felicidade.
Sempre se poderá recomeçar, porém, nem sempre nas mesmas condições atuais; mesmo difíceis elas representam extensão da misericórdia divina que, amenizou o fardo devido, na medida dos ombros de cada um.
MEDITA E ORA DESEJANDO RECONHECER O MELHOR A FAZER PELA TUA PAZ E TRANQUILIDADE.
Autor: Adelvair David