quarta-feira, 1 de agosto de 2012

REFLEXÕES

PERDAS
 A reencarnação pode constituir-se de um grande desafio para o espírito e as forças que se possui nem sempre parecem ser suficientes para os enfrentamentos. 
 O homem leva em conta a crença de que tudo lhe pertence e sofre terrivelmente quando a vida lhe subtrai alguma coisa, com ou sem a sua participação. Prossegue tentando preservar a qualquer custo seus bens, porque desconhece que uma parte do processo lhe diz respeito, e uma outra parte está nos desígnios divinos que sabe quando algo deve ou não permanecer onde está, segundo necessidade e méritos. 
 O único patrimônio efetivo é o do espírito. Vivendo no mundo das formas - ilusão criada para que a alma possa fazer o seu desenvolvimento intelecto moral - é possível experimentar-se muitas sensações e sentimentos, porém, existe um agravante neste processo de existir do lado de cá, que é o de se achar que tudo se resume a isto, que a vida é isto, quando em verdade o que é real nem sempre é palpável, tangível. A vida verdadeira é a vida espiritual, viemos de lá e para lá retornaremos. De tudo quanto se conquista aqui o que segue conosco é o que conseguimos juntar nos recessos da alma. 
 O grande dilema do homem é optar viver considerando o que lhe é abstrato, o que ele não pode tocar e na maioria das vezes não consegue sentir. Porém, as informações provindas dos ensinamentos espirituais de todos os tempos, de Jesus o mestre verdadeiro da humanidade, mais recentemente as verdades reveladas pelo espiritismo anunciam que a vida prossegue e mais pungente do que a mais vibrante experiência que se pode ter do lado de cá, no mundo das formas. A vida espiritual é a única e a real; o que se experimenta como espírito, ao chegar-se do lado de lá, guarda estreita relação com o que se fez em todas as existências corpóreas, ao longo dos milênios. 
 Sentir o mundo espiritual, excluindo-se a capacidade de pessoas que possuem esta abertura de forma mais ostensiva, é poder que todos possuem. A criatura humana deve lembrar-se que é espírito e deve viver como tal, e não como corpo, se dando a qualquer comportamento e sentimento esquecendo-se que este é perecível e vai acabar. Liberto do casulo o ser eterno se projetará na realidade que criou boa ou má, de acordo com o suas obras. A felicidade é o estado que o espírito experimenta do outro lado pela aprovação da consciência e a infelicidade é a desaprovação desta, onde o remorso e a culpa acicatam o coração agora livre dos disfarces físicos, exigindo reparação para posterior libertação.
 É importante lembrar-se desta condição, para que as posses, as conquistas materiais não passem de resultado dos seus esforços criando condições, não só para si, mas também para servir os seus irmãos. Disse-nos o Senhor da vida: “há quem muito foi dado, muito será pedido.” Recursos materiais, apesar de conquistados com os próprios esforços é permissão divina, concedida ao espírito para que ele produza os serviços do amor e possa se redimir de enganos passados ou para conquistar méritos para outras tarefas no futuro. Que ninguém se vanglorie do que possui e muito menos se prenda a isto; nem mesmo o saber é condição de superioridade neste mundo, pois tudo o que pudermos aprender aqui é ínfima parte da realidade verdadeira, é apenas ponto de partida para a evolução que se processará ao longo dos milênios que ainda vão se suceder até a angelitude.
 Para sentir a vida espiritual é preciso não desconsiderar a vida no corpo. Cada pessoa precisa ser supremamente respeitada em seus direitos, e não deve sofrer qualquer prejuízo por nossas ações ou por nossa omissão; como irmãos nos devemos uns aos outros o amparo devido, material, moral ou espiritual. Tudo o que estiver ao alcance do ser, deve este compartilhar em doação real, sem segundas intenções e incondicionalmente. Não existe alguém que não tenha nada para doar, ou não possua condições de fazer algo por alguém. A boa vontade, o bom ânimo asseverado por Jesus deve vir à frente de todas as decisões na convivência humana. Só este tesouro acompanhará o espírito para a vida maior, nada, nada mesmo do que o representa neste mundo: suas posses, seus títulos, honrarias recebidas ou desculpas, o acompanharão no mundo verdadeiro, do outro lado. Disse uma Rainha de França, em O evangelho Segundo o Espiritismo. “Rainha eu fui entre os homens, rainha eu acreditava entrar no reino dos céus. Que desilusão! Que humilhação [...] vi acima de mim, mas bem acima, homens que eu acreditava bem pequenos [...]”. 
 Quando a despeito de qualquer esforço que façamos a vida nos convidar a deixar a posição em que nos encontramos, agradeçamos a Deus o tempo de experiência oferecido, nos submetendo a sua vontade para outras tarefas por ele concedidas para o nosso aprendizado. Cuidar do que se tem é dever, tentar prender é ilusão. O ÚNICO TESOURO OU TÍTULO QUE NÃO SE PERDE É A ALEGRIA QUE O AMOR CONFERE ÀQUELE QUE AMA.
Autor: Adelvair David 

2 comentários:

DaniSamara disse...

Eu como uma iniciante na doutrina Espírita, fiquei muito emocionada ao participar de uma palestra de David, no dia 5 de agosto, cada dia percebo mais a grandeza do conhecimento da verdade, e quero mais e mais estar nessa vivencia... Obrigada Jesus por poder ter essa oportunidade!.

DaniSamara disse...

Eu como uma iniciante da Doutrina Espírita me senti presentiada e emocionada pela palestra q pude comparecer no dia 5 de agosto de David, cada dia mais tenho a certeza da verdade que Jesus quer q conhecemos, e quero sempre mais vivenciar esse Amor, q presenciei!. Obrigada Jesus por essa oportunidade.