CONCEITO EQUIVOCADO


Visão incorreta a respeito dos médiuns possuem aqueles que do Espiritismo conhecem apenas as informações e conceitos equivocados, sem estrutura de lógica nem contribuição racional.
Adotando ideias fantasiosas que primam pela ingenuidade da crença no sobrenatural, pensam que os médiuns são seres humanos especiais, portadores de dons e de poderes que os capacitariam a solucionar quaisquer problemas e dificuldades que lhes sejam apresentadas.
Em face dessa óptica distorcida da realidade, envolvem os medianeiros em auréolas de santificação, concedendo-lhes atributos que estão distantes de os possuir.
Diante deles, sentem-se privilegiados, insuflando-lhes paixões morais, filhos torpes do egoísmo que dilacera muitas almas inadvertidas, logo as perturbando e enlouquecendo sob o seu guante.
Como efeito do mesmo desconhecimento, pensam que os sensitivos estão sempre cercados pelos numes tutelares e trazem, em rezão disso, complexos enigmas a todo momento, e irresponsavelmente induzindo-os a elucidações de ocorrências que não poder ser realizadas.
Basta que os vejam, e esses clientes inadvertidos desfilam-lhes o rosário de queixas, de lamentações, descarregando contínuas dificuldades que não estão realmente interessados em solucionar.
[...] Quase nunca lhes oferecem palavras amigas , que supõem eles não necessitarem, sobrecarregando-os com os seus fadários, maus humores e agressividade.
Creem que os servidores da mediunidade encontram-se no mundo para conduzirem os seus fardos.
Se os notam cansados, tristes ou sofridos, decepcionam-se, chocados, indagando onde estão os seus guias espirituais, que os não aliviam?
[...] Percebendo-os irritados nos momentos infelizes, embora o seu incessante júbilo, apresentam-se ofendidos e desconsiderados, apesar de se permitirem a rudeza, a ingratidão e as exigências variadas.
A mediunidade não é uma graça divina, nem um processo adivinhatório, ou ainda recurso mirabolante para saciar a sede das novidades humanas...É uma conquista adquirida através da evolução para o intercâmbio espiritual, para a iluminação de consciências e crescimento espiritual.
[...] O conhecimento do Espiritismo aclara esse conceito incorreto a respeito dos médiuns, assim como de inumeráveis questões que podem ser esclarecidas e desmistizadas, facultando mais amplo entendimento sobre a via e o seu precioso significado.
[...] Precatem-se os bons médiuns, aqueles que se fizeram espíritas, contra o culto ao personalismo, ao egoísmo e a todos os perigos que os cercam, tentando impedi-los de avançar e de crescer interiormente.
Elejam o trabalho de auxílio fraternal como mecanismo de equilíbrio e, estudando a Doutrina para bem compreender a tarefa que lhes cumpre desempenhar, não se olvidem da humildade verdadeira, prosseguindo no afã de autoiluminação.
Autor: Manoel Philomeno de Miranda - Psicografia - Divaldo Pereira Franco - Obra: Mediunidade: Desafios e Bençãos.

Comentários

murilo disse…
Muito Bom....

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