sexta-feira, 25 de maio de 2012

REFLEXÕES



NA DIREÇÃO DO AFETO

A afetividade é o caminho para o amor.

Assim como todo sentimento, o afeto é algo que carece de ser desenvolvido. Deve-se ter o interesse em possuí-lo, aceitando os mecanismos da vida para o seu nascimento.

O evangelho segundo o espiritismo anota que, “no início o homem tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor”. [1]

O egoísmo e o orgulho impõem ferrenhos obstáculos ao caminho do transeunte que ruma seus esforços na direção do afeto. Com exceções gloriosas, encontramos o homem delegando ao outro o dever de fazê-lo feliz, como se isto fosse possível. A alegria verdadeira, a paz, a serenidade e o bem estar são construções próprias que não podem ser transferidas para quem quer que seja.

A tendência individualista ronda o ser humano, frustrando-lhe os sinceros ensaios por melhorar o seu coração. É imperioso lembrar que, neste sentido, Jesus sugeriu o auto amor: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, asseverando ser essencial o amor a si mesmo para que se possa amar o outro; é a completude emocional a ser alcançada. Quando o Ser age com honestidade, fidelidade, sinceridade, verdade, esperança, aceitação da vida sem a revolta ou rebeldia e com retidão de caráter ante os compromissos assumidos com os outros, acaba por superar com muitos esforços o seu conteúdo ruim.

O que mais deseja para si é exatamente o que deve o homem proporcionar aos seus irmãos, se anseia ser feliz e afetivo. Quem se respeita não teme ser desrespeitado, não se sentindo ofendido porque já possui o que mais lhe plenifica; amando-se não foge de relacionar-se, se doando sem reservas.

Para o desenvolvimento do afeto, é necessário semear no solo da própria alma boas e venturosas sementes; estas renderão frutos e farta colheita, permitindo-se compartilhar bons sentimentos. Melhorando-se o homem será um repositório de tudo o que ele, ou alguém possa necessitar consequentemente jamais padecerá de escassez afetiva. Aquele que alega não ser amado não fala toda a verdade, uma vez que sempre existe um coração querido amando-o incondicionalmente a dedicar-lhe o amor que não percebe.

Neste sentido, pensemos... É de emergência o dever de cada um de apresentar-se à escola do amor, como aluno disciplinado nas matérias propostas; são elas o entendimento, o perdão, a misericórdia, a tolerância, a renúncia, a caridade e outras delas também filhas.

QUEM NÃO ECONOMIZA NO AFETO, ABRE ESPAÇO PARA OS TESOUROS DO AMOR.

[1] – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI, ítem 8.

Autor: Adelvair David

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