terça-feira, 17 de abril de 2012

REFLEXÕES



ASTÚCIA

De muitas coisas se vangloria a criatura humana; dentre elas, a de se sair bem em qualquer empreitada, mesmo que a qualquer custo.

Muitos alegam que sem astúcia não se pode vencer na vida ou chegar onde se quer; para isto, vale qualquer atitude;

Seria notório o mérito, se na cesta de tal comportamento não houvesse uma serpente venenosa, pronta a picar quem lhe desvelar; neste recipiente íntimo mora a pseudo verdade, pronta a destruir sem se importar a quem.

O que a pessoa movida por esta “síndrome da esperteza aguda” faz, não é algo nobre; o hábito não passa de ardil, de teia para prender os crédulos que tombam vitimados por ela. Estes intencionam resolver o “seu lado”, como costumam dizer; não estão preocupadas com a ética e a moral porque desejam viver o momento antes que ele acabe e precisam se dar bem.

O homem dotado de tal mazela, trai, mente, bajula, ilude iludindo-se, acredita-se ditoso pelos seus feitos e conquistas imorais. Melhor seria que o pior em termos de resultado lhe acontecesse, pois se assim não for, o “depois” será enfrentamento insuportável. Dia chega em que a astúcia é desmascarada trazendo ao seu detentor o sofrimento espiritual, regado ao azeite do remorso; o reencontro com as vibrações de quem prejudicou traz-lhe insuportáveis aflições, em decorrência da mágoa dos corações desrespeitados e feridos. Ficando exposto, o astucioso é relegado a plano secundário; sem mais notoriedade é rebaixado e esquecido, ou sofre desmoralização pública. Nada lhe será pior do que o desmascaramento consciencial, quando frente a frente, aqui ou no além, vai deparar-se consigo mesmo; experimentará o gosto dos seus próprios sentimentos, provando do que fez os outros sofrerem. Em vão vai tentar persuadir-se do contrário. Ensina-nos os espíritos venerandos que a consciência é juiz implacável e sentencia sem exagero, porém, sem engano, apresentando todas as razões para que se possa recomeçar em bases seguras e reais, não mais nos campos da ilusão e da auto mentira.

Ensina-nos a obra “O Céu e o Inferno” de Allan Kardec que, somente o arrependimento verdadeiro é o início da reconstrução íntima; ele é o refrigério temporário apontando o recomeço em novo corpo, em nova oportunidade não tão agradável, mas necessária para a edificação da real nobreza. É o amor de Deus proporcionando ao espírito tratar as próprias feridas, curando-se com o seu próprio trabalho, com a ajuda do criador. Ensinou-nos o Senhor e Mestre Jesus: “Tratai de juntar tesouros no céu [...]”, por isso, melhor viver com sabedoria e não com astúcia, enchendo o baú da consciência com os tesouros do amor para que os bons sentimentos nos dêem nova forma ao coração.

O ASTUCIOSO JUNTA SEM NUNCA POSSUIR, O AMANTE DA VERDADE DISTRIBUI PORQUE POSSUI TUDO.
Autor da Mensagem: Adelvair David

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