quinta-feira, 29 de março de 2012

Área Q - Revolução no cinema brasileiro

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Um filme humanista, de valores. Um argumento original na história do cinema brasileiro. Representante de um gênero pouquíssimo explorado na cinematografia do país. Enredo que, por trás das aparições de supostos OVNI'S nas cidades de Quixadá e Quixeramobim, no interior do Ceará, traz uma mensagem positiva, uma reflexão sobre a nossa atuação no planeta e um chamado para intensificarmos ainda mais a necessidade de mudança e envolvimento.
Foi isso que o diretor Gerson Sanginitto, o ator Murilo Rosa e o produtor Luís Eduardo Girão defenderam na entrevista coletiva do filme“Área Q”, que abriu o II Festival de Cinema Transcendetal numa lotada sala Martins Penna do Teatro Nacional, em Brasília. Já no hall de entrada, a expectativa e a curiosidade do público eram visíveis. E após as quase duas horas de projeção sucederam-se palmas entusiasmadas e gestos de ovação pouco comuns, comprovando que o objetivo da equipe foi alcançado.
Co-produção Brasil/EUA, “Área Q” impressionou pela qualidade técnica acima da média, pela química entre os atores principais Isaiah Washington (da série Greys' Anatomy e protagonistas de diversos filmes importantes nos EUA), Murilo Rosa, Tânia Khalil e Ricardo Conti. Misturando drama, comédia e ficção, “Área Q” também coloca a própria paisagem única das duas cidades, grandiosas e misteriosas, como um personagem da trama. Os panoramas sobre as montanhas de Quixadá e Quixeramobim, fundamentais no desenvolver da história, foram favorecidos pelo uso de câmeras Panavision, uma das melhores do mundo.
Para Sanginitto, o filme carrega bastante simbologia. Nas locações, nos nomes dos personagem e em cada detalhe. Destacando o cuidado com o aspecto técnico, o acabamento e o próprio trato com os atores, que diferenciam a produção.
Murilo Rosa falou sobre sua experiência no set de filmagem: “Uma semelhança entre o meu personagem e as pessoas que eu conheci lá é que são pessoas evoluídas. Evolução não tem a ver com dinheiro, com poder. Tem a ver com pureza, com valores. E no interior, de todo o Brasil encontramos essas pessoas. Gente que não está contaminada pelo excesso de informação que temos na metrópole. E foi um laboratório pra mim, para um personagem que precisava dessa pureza”.
Luís Eduardo Girão, diretor da ONG Estação Luz e co-produtor do filme, completa: “é uma mensagem de transição planetária, de cultura de paz, de renovação, um filme que é muito deslocado de tudo que já fizemos até hoje pela abordagem. Então essa mensagem de renovação da vida e respeito ao meio ambiente é nova nos filmes que falam de OVNI'S. Com exceção de alguns filmes de Steven Spielberg, esse é um viés único no mundo”.
Segundo Girão, a escolha de Brasília para sediar o lançamento oficial de “Área Q” no Brasil – que estará nos cinemas no dia 13 de abril – e o próprio Festival de Cinema Transcendental se dá não apenas pela importância da cidade mas pelo grande histórico da região em relação a temas espiritualistas e a enorme presença de pessoas ligadas à área. A noite de abertura contou ainda com o belo show de Flávio Fonseca, renomado artista brasileiro.

Um comentário:

Ester Gomes disse...

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