INSENSATEZ.
Fazer
qualquer coisa a qualquer preço pode ser entendido como insensatez. Capricho que empilha na alma conseqüências de
largo curso para serem dissipadas.
Responsável moralmente pelo que faz, o homem tem a
consciência a lhe reger as decisões. Perguntado aos espíritos venerandos pelo
mestre lionês “Allan Kardec” a
respeito de onde estaria escrita a Lei de Deus, eles respondem
peremptoriamente: “na consciência”. Mesmo
sem conseguir dimensionar-lhe a magnitude, o homem sempre tem idéia mais ou
menos justa do que faz.
Existem tais criaturas que movidas por ambição de alguma
ordem, faz valer suas idéias. A despeito de qualquer aconselhamento contrário a
sua opinião, fazem o que vem à cabeça, não enxergando nada à sua frente a não
ser o pódio da ilusória glória, mesmo que diminuta. Prejudicam, porém não abrem
mão da sua decisão. Se, contrariadas, procuram simpatizantes tão
insensatos quanto elas para somarem intenções.
Quase sempre, os insensatos não conseguem
vislumbrar o
bem maior, onde deveriam abrir mão do seu desejo equivocado pelo equilíbrio
geral. Agem, muita vez, nas sombras das situações, armam ardis, criam
mecanismos ditos “legais” para fazer
valer seus intentos.
A insensatez tem dessas coisas, expõem uma doença da
alma. É possível visualizar no insensato o déspota do ontem; o oculto tirano
doméstico e ou social. Tentam hoje, sem o mesmo poder, estrangular a ordem das
coisas em total desrespeito ao pensamento e sentimento dos outros.
Necessário ao homem, para não cair na armadilha da
insensatez, acelerar a sua renovação. A busca do conhecimento espiritual; a
convivência com outras criaturas de melhores valores e pensamentos; a adoção de
novos hábitos, principalmente aqueles que visem proporcionar maior conforto ao
semelhante, tendem a desbastar a dureza dos interesses menores, desvelando um
estado de alma de maior ternura e paz, aquietando anseios inferiores. Há quem
acredite que deixando algo no mundo das formas irá perpetuar-se na memória
futura. Houve grandes que se tornaram pequenos e pequenos, como o “povorello de Assis”, que são
verdadeiros gigantes inesquecíveis e, após séculos, permanecem no coração de todos.
Para que as coisas não fiquem só nas aparências,
repreendeu ensinando, o mestre Jesus: “Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do
prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos!
Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior?”.
Agindo
como “Ele” ensinou a CONSCIÊNCIA
TRANQUILA NOS POSSILIBITARÁ SOSSEGO NA ALMA.
Autor da mensagem:Adelvair
David - publicada no jornal "Folha Noroeste" - Jales,SP em 11-12-11



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