REFLEXÕES


PAIXÃO, TRANSE DOLOROSO

As paixões humanas são confortáveis estados d´alma substituindo a razão, determinando comportamentos. 
Constituem doce atrativo; inebriante estado de espírito está perfeitamente adaptada à natureza humana entretendo-lhe os apetites, nem sempre recomendáveis, pois que desencadeiam ações de consequências imprevisíveis.
A paixão é o fogo que se acende impulsionado pelos instintos que fazem o “Ser” se comportar de maneira automática, como se fora acionado por um controle remoto, sem se dar conta do bem ou do mal que possa advir, entregando-se de corpo e alma a viver o seu desejo. Tem-se apaixonado por pessoas, coisas e situações; aquele que por ela é tomado, carece de poder de discernimento e os seus julgamentos ficam prejudicados pela força do que há de mais grosseiro em sua natureza.
O movimento que a paixão realiza n’alma é semelhante ao de um barco que desliza em águas estranhas, onde a pessoa anestesiada em seu senso deixa-se conduzir como se sonolenta estivesse; embalada pela sonoridade da insensatez, sem se aperceber que existe um ruído anunciando voraz cachoeira, que não tardará em tragá-la para o mergulho fatal nos rochedos da dor e dos constrangimentos.
Encontramos uma humanidade permissiva em relação às suas paixões, vivenciando estados de ilusória alegria, contentando-se com sensações propiciadas por coisas e situações que passam e não oferecem nada duradouro; é o homem das experiências fugidias que quer sorver apenas, sem se preocupar se o que está lhe penetrando o íntimo é bom ou venenoso.
Contra as paixões que arrastam, é necessário construir novas disposições interiores, novos valores, novos sentimentos, para que, o amor que é eterno tome o lugar das sensações que são passageiras.
Aprendamos com o mestre Jesus, quando orientou-nos contra os apetites apaixonados da alma: [...] vá e não peques mais [...]. Melhor que não! Mas caso seja necessário que sejamos acordados do transe da paixão em maio a luta moral dolorosa, busquemos os necessitados de toda ordem para lhes dedicar atenção verdadeira; a luz do bem costuma iluminar a mente e o coração, protegendo-os das investidas dos hábitos viciosos que dormitam em nossa natureza.
SÓ O AMOR DEVE SER A PRÁTICA USUAL DA ALMA, PREVENINDO-NOS CONTRA AS PAIXÕES DISSOLVENTES.
Autor: Adelvair David - mensagem publicada no Jornal Folha Noroeste da cidade de Jales-SP, no dia 04-06-2011.




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