EVITA O CARNAVAL BUSCANDO A VERDADEIRA ALEGRIA


ALEGRIA SEM BALBÚRDIA
A alegria é manifestação da alma.
Retirando-o da languidez, a alegria repousa o homem em um estado de contentamento que se assemelha aos movimentos singelos da natureza. Embala o seu coração como a brisa fresca da manhã sacode as plantículas floridas para acordá-las com o beijo caloroso do sol.
Porém, confundido pelo estado eufórico, o homem julga estar alegre quando embriagado por emoções extremas e anestesiantes da moral; confere-lhe êxtase temporário para mergulhá-lo em seguida em fosso profundo e escuro, onde a culpa e o eco ensurdecedor do desvario, consomem-lhe as energias em estados depressivos inenarráveis. Jamais a balbúrdia das festas permissivas poderá conceder alegria a alguém; a contagiante expressão pública do “vale tudo” deixa vazio o coração e uma fome de novos prazeres temporários que nunca serão saciados.
Extremando-se na irresponsabilidade alguns humanos alegam direitos bradando vontades, sem se dar conta que, enquanto se fartam da falsa alegria consomem-se moralmente.
Importante refletir acerca dos convites à satisfação apenas dos sentidos com prejuízo à realidade espiritual. Os vícios de toda ordem sempre estarão ligados aos comportamentos pseudo-alegres; pessoas tristes, porém orgulhosas, que aparentam felicidade para angariar admiradores e bajuladores. A maioria daqueles que lhes veneram os hábitos os desconhecem na intimidade; não veem quando dormem entorpecidos pelos fármacos do sono e muito menos lhes testemunham o amanhecer de alma amarrotada e melancólica, pela vida sem cor e sem objetivo superior.
Necessário cultivar a alegria no clima da responsabilidade existencial; treinar bons sentimentos na insubstituível satisfação de fazer o bem a alguém. Educar os impulsos no arado do amor que sulca a terra dos corações necessitados, assim, gastando as energias que alimentam os excessos e autorizam a insânia. Não pode haver festa maior que a de ver um sorriso em um rosto sofrido que antes só chorava. Ao levantar-se pela manhã, o homem treinante do equilíbrio, desperta sob os apelos do astro rei, cuja silenciosa canção da luz que dele emana, relembram-lhe o compromissos do dia a serem celebrados nas mãos e mentes ocupadas nos elevados propósitos.
ABRE A TUA ALMA EM MANIFESTO DE SILENCIOSA ALEGRIA, E SEM ALARDE, APRESENTA A PAZ QUE O TEU PEITO CARREGA.
Autor: Adelvair David

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