terça-feira, 12 de outubro de 2010

REFLEXÕES

INTERFERÊNCIA
Alcançar pelos próprios méritos é legítimo.
Cada ser humano caminha na direção das suas necessidades. Sua história é construída pelos esforços e aperfeiçoamento de suas próprias idéias, onde, a interferência alheia pode colaborar, quando honesta e opinativa, ou corromper, quando se lhe submete sem resistência ou reflexão.
O processo de verdadeira legitimidade só pode acontecer quando alguém realiza, sem interferência ilícita, pelos seus meios, suas forças, seu entendimento e seu prestígio o que se propõe fazer. Arrastar alguém a qualquer custo, sem se importar com os princípios éticos morais, apenas para satisfazer anseios que se escoram em intenções duvidosas, é processo nocivo, e não anunciam progresso ou crescimento individual, tão pouco coletivo.
Ser conduzido por conveniência ou não, pode trazer grandes complicações que nem sempre ficam restritas àqueles que as criaram; a interferência aceita ou imposta pode obscurecer a transparência e o desejo de muitos, consolidando o engano de poucos, em detrimento das necessidades e aspirações da maioria.
Aquele que alcançou um lugar sem o devido preparo emocional ou espiritual pode ser convidado pela vida a experimentar o anonimato, para que se tome consciência da sua real significação, e que, desiludido, possa digerir o que criou, para o aprendizado da humildade. Disse-nos o amorável Senhor: “aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.
Existe loucura disfarçada de bem comum. A história registra o nome de tantos quantos se acreditavam detentores de autoridade eterna, de recursos imperdíveis, de valores inquestionáveis, que o tempo tratou de arquivar, transferindo para o futuro apenas os alertas para que tantos outros não façam o que eles fizeram.
Interferir na realidade dos outros é invadir um mundo desconhecido, com conseqüências imprevisíveis; aceitar interferência de qualquer espécie, sem discernir é autorizar a outrem o controle da sua vida.
Ele amou deixando livre; aconselhou para a liberdade; deu a vida em sinal de profundo respeito aos sentimentos, mesmo enganosos da humanidade.
A MELHOR INTERFERÊNCIA É A DA COMPREENSÃO
Autor da mensagem: Adelvair David - publicada no Jornal "Folha Noroeste" da cidade de Jales-SP em 09-10-10

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