domingo, 26 de setembro de 2010

REFLEXÕES

CONVENIENTE
É importante observar a postura do conveniente. As coisas que faz visa o seu tempo, quase nunca o da necessidade.
Entre desculpas e justificativas, que não sobrevivem ao menor argumento, acreditam conduzir as situações valendo-se até mesmo da autopiedade para não se sentirem rechaçados.
Pressionados pelos deveres morais, materiais ou espirituais, amiúde deixam a desejar, verbalizando exageradamente em efusivas teses, imaginam confundir e distorcer a realidade; normalmente aparecem depois dos fatos ocorridos, como se nada houvera acontecido, manifestando estranheza ante as explicações que normalmente são convocados a dar.
Se em meio aos acontecimentos algo lhes facilitar as desculpas... Apegam-se a um mísero empecilho que lhes possa servir de álibi, mostrando-o como trunfo, e instalam-se confortavelmente na sombra que criam na consciência, acreditando-se livres das responsabilidades.
Em total desconsideração aos sentimentos alheios, o conveniente caminha aproveitando-se das situações e das pessoas, sem se dar conta de que a vida possui os seus mecanismos de ajuste, que no devido tempo alcançam a todos, aferindo os valores de cada um; neste sentido, é comum ver-se quem nunca se preocupou com nada e nem com ninguém, à procura de quem os possa socorrer, em face da tormenta que se lhe abateu sobre a cabeça; buscam avidamente sentimentos nos corações onde não plantou ou naqueles a quem desrespeitou, esperando os transportes de amizade, amor, dedicação e ternura; lamentam a frieza e dureza com que são tratados.
Prosseguir desconsiderando as necessidades dos outros é condenar-se à solidão; sem semeadura não existe colheita.
A felicidade e a paz é uma construção que se edifica amando. Informam os espíritos venerandos que o egoísmo é uma das chagas da humanidade e necessita ser erradicado dos sentimentos da criatura para que os seus funestos efeitos não obscureçam a visão no caminho da ascensão espiritual.
As almas felizes de que temos notícias, vivem como que transportadas para fora de si mesmas, compartilhando a sua, auxiliam a vida por toda parte; agindo assim um sentimento novo nascerá no lugar da carcomida herança afetiva provinda das existências anteriores, onde a preocupação egoística criou cascas duras no coração, de difícil rompimento. A alegria de viver vem muito mais do amor que se aprende a manifestar aos outros, transformando-se em sentimento perene, do que pelo amor que deles se recebe, que normalmente tende a fazer bem para aquele que o doou.
Disse-nos Ele: “aprendei comigo” (...). Na belíssima oração canção atribuída a Francisco de Assis podemos ouvir que é dando que se recebe.
O AMOR DE DEUS É EXPERIMENTADO APENAS NOS CORAÇÕES QUE APRENDEM A SERVIR.
Autor da mensagem: Adelvair David - publicada no Jornal "Folha Noroeste" da cidade de Jales no dia 25 de setembro de 2010.

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