quarta-feira, 4 de agosto de 2010

REFLEXÕES

ACREDITAR...
Somos naturalmente impelidos a uma série de crenças enquanto caminham as nossas vidas.
É sob o que se crê que a vida moral se constrói. Somente após muitas experiências vividas é que a natureza interior de cada um vai aprendendo a diferenciar o que é mito do que é real, selecionando por sentimento o que vale ou não a pena.
As crenças podem ampliar ou obliterar a visão. Injustiças e descalabros do comportamento podem passar perfeitamente como normais, distorcendo completamente a verdade; há quem, por indução de crenças esdrúxulas, deixando-se levar, auxilia na execução de projetos profundamente prejudiciais a um grupo ou a toda uma sociedade acreditando estar realizando a mais ética e elevada ação. Outro há que, mesmo sabendo do mal que está causando, por vinculação a equivocada ideologia, prossegue ignorando o prejuízo moral, material ou espiritual decorrente das suas ações.
A crença não deve ser cega. É necessário que se passe tudo ao crivo da razão; aceitar o entusiasmo alheio sem questionar é expor-se a grandes perigos. A veracidade, autenticidade ou nobreza de algo, só poderá ser percebida com rígidos aferidores; eles não estão fora, mas sim dentro de cada um. São os sentimentos, que muito mais do que o intelecto, seu grande aliado, torna a alma mais sensível e receptiva para sondar mais profundamente a natureza das coisas.
Sendo perfectível, o homem deve buscar na convivência humana, que é sua mais importante missão a compreensão dos reais valores da vida. Desenvolvendo seu potencial divino do qual está impregnado, nascerão os bons sentimentos, permitindo-lhe acertar mais e errar menos, a ver com mais clareza livrando-se das crenças equivocadas.
O amor é o sentimento maior para os acertos, elucidando as crenças dando-lhes medidas; qualquer empreendimento que não puder sobreviver ao critério do amor é falso; objeto de mentes oportunistas e malévolas, e necessitam serem rejeitados.
Convivendo nos melhoramos. Disse-nos Ele, o Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Do nosso jeito já o fazemos e ainda não é suficiente, é preciso amar como ele amou, somente assim poderemos ter condições interiores mais adequadas à vida que temos.
No conhecimento e no sentimento estão as certezas da alma que experimenta paz e alegria.

Autor da Mensagem: Adelvair David - publicada no jornal "Folha Noroeste" no dia 31 de julho de 2010.

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