domingo, 9 de maio de 2010

REFLEXÕES

ENQUANTO...
São chorosos os dizeres do homem moderno em relação ao seu processo de relacionamento.
Expectativas são construídas a partir do momento em que a criatura toma consciência da vida e dos mecanismos que lhe possam favorecer de alguma forma. Sem saber o real valor da existência e dos seus impositivos, esquece-se de estruturar-se por dentro, buscando apenas fruir do que vem de fora, no frugal prazer do que é transitório, do que passa; sempre nascerá no lugar nova ansiedade, cada vez maior, para quem corre a fim de satisfazer o apetite do instinto sem se atentar para as necessidades do espírito imortal.
Desejando a melhor apresentação no meio onde vive e se manifesta, a busca apenas do conhecimento para a obtenção de títulos - muitos deles comprados sem qualquer escrúpulo - não lhe proporcionará relação ideal consigo mesmo, com o seu mundo consciencial, comprometendo a sua experiência com o outro. Aquele que sabota os seus deveres desvirtua-se em profundidade e conseqüentemente não está habilitado a colaborar, pouco ou nada tendo a oferecer; está sempre em conflito com os seus demais por lhes invejar o saber e o comportamento equilibrado; tenta impor determinando pela força, pela palavra dura e descortês o que a sua moral e competência não podem atestar.
O homem jamais poderá fiar-se no que vale por fora quando a questão for a resolução de problemáticas intimas; as tempestades emocionais que surgem vez outra, aguardam reais recursos e nobres sentimentos para serem solucionadas. Não é verdadeiro o jargão popular de que cada um vale o que tem; a única riqueza incorrompível é aquela que foi conquistada no esforço em prol da sua melhoria; é o balsamo nas feridas alma, comprometida em outros tempos nas ações menos felizes; gemendo na refrega das provas, o espírito humano encontrará consolo na opção pelo bem sem esmorecer.
Será necessário que o homem compreenda que deve pautar a sua vida pela ética e pelo amor, como nos ensinou o mestre e Senhor Jesus, estruturando-a em torno dos Seus insubstituíveis ensinamentos, para não adiar o seu progresso ou acumular agonias, perpetuando funestas sombras, de onde só sairá se fizer a própria luz. Disse Ele: “brilhe a vossa luz”. Ao contrário do que muitos apregoam o seu evangelho não é prisão, não submete e nem violenta a vontade de quem quer que Lhe escolha seguir; afinal disse à mulher, aconselhando: (...) “eu não te condeno, vai e não peques mais” (...).
Pacificado consigo mesmo, a criatura caminhará bem e terá bons e plenificadores relacionamentos.

Autor: Adelvair David - mensagem publicada no jornal "Folha Noroeste" da cidade de Jales, no dia 08 de maio de 2010.

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