terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

REFLEXÕES

CARNAVAL... FESTA?
Reunindo grandes esforços, junta o homem suas moedas e sentimentos, ativa os sentidos e os investe em preparação de grandes reuniões e festejos, de hábito popular onde muitos são chamados a experimentar.
Neste sentido, temos as festas carnavalescas, reunindo por alguns dias uma turba humana entre pulos, gritos, goles, danças e gemidos, em efusivas manifestações do que se chama alegria, para na verdade participarem da extrapolação de muitos limites.
O problema em si não é a festa, mas o que se acaba permitindo em nome desta. Em meio ao cansaço das ocupações do dia-a-dia, estressado e batido no seu último recurso emocional, cheio de obrigações financeiras, familiares e outras, o rei momo é aguardado com grande ansiedade, como o remédio temporário, nem que seja por alguns dias, com o propósito de eternizar o momento de prazer.
Estas festas guardam grande distância do que se deve esperar de uma reunião de divertimento e descontração. A alegria manifesta, na quase totalidade das criaturas, é produto da exacerbação dos sentimentos menos nobres. Senão de todos, porém da maioria, as fronteiras da sanidade são facilmente ultrapassadas, dando vazão a lamentáveis comportamentos que deixarão seqüelas inevitáveis para muito tempo, senão para toda a vida.
O propósito então justificado, de buscar alento emocional acaba por desaguar na libertinagem, onde o consumo de alcoólicos e alucinógenos, aliados a liberação do sexo sem responsabilidade, transporta os viajantes, pessoas comuns, às esferas da loucura, para uma terra desconhecida, onde muitos perdem a própria vida ou terão de conviver depois com uma realidade dolorosa.
Mesmo sem a utilização de tais artifícios como argumentam alguns, ninguém atravessa um pântano sem carregar consigo ao sair o odor fétido da lama que o contém, sujeito a muitos males e doenças próprios destes ambientes insalubres física e moralmente; as companhias infelizes do plano físico e espiritual em afinidades acabam por se juntarem na mesma devassidão de alma; alguns irão carregar obsessões por longos anos, provindas destes momentos de entrega.
É preciso guardar prudência ante os convites das massas para estes momentos chamados de alegria. Asseverou-nos o mestre Jesus: “vigiai e orai, para não cairdes em tentação”. Aproveitemos a hora vazia para o descanso, a oração, o refazimento das forças. É momento de colaborar com o Senhor no socorro aos tresloucados que sucumbem aos montes neste tempo; ofertemos a relativa cota de equilíbrio que nos pertence para a manutenção da paz da humanidade.
AQUIETEMOS OS ANSEIOS MENOS NOBRES, AGORA
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Autor: Adelvair David - Publicada no jornal "Folha Noroeste" da cidade de Jales-SP, no dia 06 de fevereiro de 2010.

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