domingo, 29 de novembro de 2009

AINDA O ÁLCOOL

Quando se fala a respeito dos alcoólicos, vem a clássica justificativa de que a doutrina não nos proíbe de nada; apresentamos aqui algumas conclusões desse pensamento:
A doutrina espírita assevera a respeito do livre-arbítrio de cada um de nós orientando como devemos nos portar, assumindo responsabilidades e conseqüências sobre o que fazemos; para tal, se por um lado não estabelece barreiras para as nossas ações, por outro não nos autoriza aos comportamentos menos felizes.
O álcool tem destruído lares, pessoas, transformado em verdadeiros farrapos humanos muitos homens que a ele cedem, os encarcerando em verdadeiro jugo do qual nem sempre conseguem se libertar, portanto, a maior prova de respeito que poderemos dar a alguém é não lhe oferecer meio de queda.
Em qualquer ocasião onde nos compete decidir os benfeitores não nos dizem o que fazer; temos a orientação da doutrina e o bom-senso a nos guiar; fariam esta interferência nos orientando a contrariar princípios morais?, porém, se esta é a forma de pensar do médium, animicamente este poderá fazer valer como verdade o seu próprio parecer, sem a intenção de fazer mal, mas com profundo desconhecimento dos princípios básicos da doutrina.
Na tribuna atestamos que os vícios são perniciosos, mas para conseguir recursos materiais nos contradizemos servindo nós mesmos o produto da perdição de muitos, pelas nossas próprias mãos.
Os fins nunca vão justificar os meios que utilizarmos, se estes não forem absolutamente coerentes com o que conhecemos. O exemplo deve ser o primeiro ensinamento a ofertarmos; a doutrina espírita tem como princípio melhorar o homem; diz o evangelho 1(...)toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo(...).Para quem acredita ser este pensamento fanatismo, responde o espírito Camilo: 2 (...) se é importante não fanatizar-se pela crença, será bem mais importante que não se deixe fanatizar pelo vício.
Ao servirmos bebida alcoólica na casa espírita ou fora dela e em seu nome, propagamos o vício e fugimos do ideal da doutrina codificada por Kardec, assim compreendemos.
(1)O Evangelho segundo o espiritismo – AP. VIII – item 10
(2)Capítulo 12 – do livro Correnteza de Luz – Psicografia de Raul Teixeira
Autor do texto: Adelvair David - Diretor de doutrina do Grupo Espírita Beneficente Maria Dolores de Jales-SP

Um comentário:

Anônimo disse...

Ainda que não tivéssemos a bendita luz do espiritismo a nos guiar, bastaria que fizéssemos uso da observação e, consequentemente, da razão para inferirmos que o álcool, assim como o tabaco, tem ceifado vidas das mais variadas idades e deixado lares e corações destroçados. Se escusar argumentando que não há uma só linha na codificação que impessa o uso do álcool, é uma demostração de ignorância em sua interpretação e, ao mesmo tempo, de covardia em querer justificar a própria fraqueza diante do vício físico e moral.
Paz e luz.
Edilson Borghi-Jales S.P.