REFLEXÕES

CONFORMISMO
Todos os dias a natureza mostra ao homem a possibilidade da renovação, de novas construções e até mesmo do recomeço se for o caso.
Quando se acredita que tudo acabou, um pequeno ponto verde surge em meio aos escombros, no meio do lixo; rompendo concretos por frestas diminutas, procurando o sol que lhe possa vitalizar.
A aparente calma que se verifica em alguns comportamentos, abre espaços para meditação. É preciso olhar com olhos de ver, para que se perceba que jamais se pode confundir apatia com calma.
A apatia expõe uma alma desinteressada pela vida, que dorme sem vitalidade espiritual; é possível que a indiferença ante as responsabilidades, quando em seqüentes vidas ricas de oportunidades, o espírito tenha preferido o ócio, o descaso e a irresponsabilidade, que lhe aniquilaram o ânimo.
A calma é a tranquilidade manifesta pelo idealista, que é sempre otimista, portador de uma energia intrigante para o entendimento do homem comum. É a doce paciência que se movimenta em meio à tempestade, socorrendo enquanto todos gritam; amparando enquanto a maioria se desespera; encontrando saídas para as crises de toda ordem; é aquele que mesmo entre lágrimas prossegue sempre, confiante, jamais conformista.
As leis divinas são de trabalho. Todo aquele que sente apatia em qualquer grau, desinteresse pela vida, deve buscar a sua urgente espiritualização, que o aproximará de Deus, despertando n´alma novo ânimo para realizar e progredir; caso surjam empecilhos, saberá dissipá-los com a força da vontade e da fé no futuro e no criador, ampliando os Seus horizontes e daqueles que lhe compartilham os passos.
Em qualquer tempo ou em qualquer ocasião, é necessário lembrar que Ele é o nosso Sol, a energia vitalizadora de nossas almas intranquilas; é o motivo pelo qual os mártires desceram aos circos em sacrifício extremo; inebriados de otimismo cantavam, levando à loucura os seus algozes; como plantículas não podiam caminhar sem vida, porque Ele disse, (...) Eu sou a vida; distante Dele ou negando-lhe, somente a morte.
Estejamos sempre CALMOS, PORÉM OPERANTES; SERENOS, MAS SEMPRE VIGILANTES.
Autor: Adelvair David - texto publicado no "Jornal Folha Noroeste" da cidade de Jales-SP, no dia 10 de outubro de 2009.

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