terça-feira, 28 de abril de 2009

REFLEXÕES

UMA ESPÉCIE DE FASCINAÇÃO
A fascinação é um processo do pretensioso que, acredita ter a solução milagrosa, o remédio infalível, o conselho ideal, a solução mágica para a resolução dos problemas de todos, do mundo.
Ao alcançar uma posição humana de relativo destaque, acredita-se aquele que irá decidir para sempre os destinos e rumos, multiplicando e revolucionando as idéias das quais espera a sua glória; aguarda reconhecimento e louvor, aplausos que nunca virão como deseja.
Iludido quanto as suas capacidades e infalibilidades, mergulha lentamente num profundo pântano; ignora tudo e a todos que lhe acenem com a mão de socorro para que acorde e saia do caminho que o está conduzindo para a derrocada.
Tudo o que faz, é o melhor que já foi feito até então; todo o seu trabalho é um legado que acredita será deixado para a humanidade e que jamais alguém fará melhor. Pobre insensato! Ludibriado pela paixão que o cega, fascinado pela sua própria imagem, encontra-se anestesiado no sono do qual não pretende acordar. Não percebe que o tempo passa e deixa tudo para trás; terá de se deter no seu próprio limite ou pela forças das situações que não pode controlar; verá sob o peso da própria decepção – não sem antes se prejudicar profundamente – que a melhor realização está muito além do que imaginava; que todos aqueles que como ele, desejaram dominar o mundo e as pessoas, acabaram dominados pelos tentáculos da sua própria vaidade.
É preciso o cuidado para não se inebriar com idéias e sistemas que se proclamam absolutos e salvadores, pois no mundo onde vivemos, os espíritos que por aqui habitam guardam limitações bem definidas; encharcados do orgulho que trouxerem do pretérito desejam – mesmo que inconscientemente – dobrar os joelhos dos outros, exercitando a disfarçada tirania e domínio de antes.
Somente a consciência de que somos todos aprendizes, colaborando uns com os outros, entenderemos que as posições humanas são ofertas da divindade a nosso próprio benefício, para que colaborando aprendamos a servir verdadeiramente e sem interesse, concorrendo para o bem comum, que surgirá não do esforço de um, mas de todos.
Disse Pedro na porta formosa ao paralítico: “(...) o que eu tenho eu te dou”.
SABEDORIA É TER A HUMILDADE COMO META E O DESEJO DE SERVIR COMO MOTIVAÇÃO DO EXISTIR.
Adelvair David.

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