quarta-feira, 15 de abril de 2009

O BEM QUE SE FAZ.
Motivados por um sentimento de estranheza e constrangimento diante da visão do necessitado, o “Ser” atira-se a ceder, oferecer e prover o outro daquilo que lhe representa a privação.
Honrosos esforços, meritório enlevo d´alma com toda certeza. Necessário se faz compreender que o bem vai além das fronteiras do dar, para se transformar numa atitude daquele que vê no outro um filho de Deus, conseqüentemente seu irmão, que mais do que pão, roupa e utensílios, necessita de calor humano, respeito, consideração, carinho, alento.
Nesta ótica, vamos encontrar as almas piedosas que, na Terra, estão sempre prontas a socorrer a indigência, a consolar a dor, a minimizar a angústia, a aconselhar o rumo certo. “São os samaritanos de Jesus”, que ao passarem pelas “estradas de Jericó” da vida, estão sempre atentos para verem se existe alguém caído; não apenas para verbalizar lamentos do tipo: -“Como sofre aquele infeliz!... Deus tenha piedade dele”, mas para silenciosamente untar as suas feridas do espírito; oferecer a própria montaria; pagar a estalagem e, principalmente velar à cabeceira do seu leito até que esteja extinto o sofrimento. Oh! Quão poucos se oferecem para “tal”, tendo-se em vista que se convencionou chamar de “bem” apenas a comida que se dá, as vestes que cobrem o corpo, porém, onde estão as vestes que agasalham a alma da indigência afetiva?. Muitos fogem do bem real, por temerem o vínculo com o necessitado. Neste sentido, ouvimos a pergunta de Jesus na parábola ao doutor da lei: “Quem te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões? (...) vai tu e faze o mesmo.
O bem que se faz, será caracterizado sempre e principalmente pela atenção verdadeira com que se trata o outro. Alguém que vê partir um ente querido para a vida espiritual, necessitará – mesmo que tenha compreensão – de muito mais que a frase vazia e fria... ”Deus quis assim”. Carecerá de um ombro para chorar e falar da saudade antecipada que já sente; de palavras de encorajamento e esperança, para prosseguir até o reencontro feliz; ensinar a prece que alivia e orar junto com o outro que deseja fugir da vida por acreditar que não tem mais força para prosseguir, dizendo-lhe: “­ – A morte não existe, é preciso viver bem para prosseguir em paz nos dois planos da vida; aqui ou na vida espiritual.
Quem procura no bem sua razão de existir, dignifica-se na vida material e ilumina o espírito, portanto, é feliz.
O BEM REAL É VERDADEIRO COLO DE MÃE, ONDE DESCANSAMOS EM PAZ.

Adelvair David

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