domingo, 18 de janeiro de 2009

REFLEXÕES

EM TEMPOS DIFÍCEIS
Na iminência ou na existência de um conflito é natural que se expressem opiniões e sentimentos.
Assim justificando, inflamam-se os povos, grupos se organizam em protestos nem sempre recomendáveis, com violência, chingamentos, depredações e balbúrdia.
Influenciados uns pelos outros toma corpo uma nuvem de ódio; num crescendo, à semelhança de uma epidemia vai se alastrando sendo muito difícil escapar-se dela.
Observamos que os protestos não são completamente eficazes para a solução do problema da guerra, da injustiça; uma vibração odienta paira sobre os exaltados e se desloca em direção à zona de conflito não auxiliando em nada os sofredores ou supostos vitimados; apenas alimenta a ferocidade dos detentores do mal que dela se nutrem para o intento infeliz.
É urgente refletir... Será prudente aderir a movimentos extremistas e pseudopacificadores que usam a violência para combater violência? Nos momentos de crise, confrontos, somente os mecanismos lícitos, legais podem auxiliar; através da prece movimenta-se recursos; uma atmosfera positiva, otimista estimula o aparecimento do sentimento maior, o amor. Disse-nos Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” ; não temos notícia de que Ele tenha se valido de qualquer ato histérico ou violento para combater o mal que o assediava vindo das minúsculas criaturas da Sua época; mesmo na cruz, deu o exemplo da não violência, ensinando o perdão das ofensas.
Ansiamos pela Paz em nós e no mundo, mas não nos esqueçamos de que somente o amor neutralizará o ódio e quebrará os grilhões da ignorância.
Ao amar mesmo em tempos difíceis, SEREMOS LIVRES.

Adelvair David

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