domingo, 4 de janeiro de 2009

RAZÃO E RELIGIÃO


ESTADÃO PUBLICA ARTIGO “RAZÃO E RELIGIÃO” DE MIGUEL REALE JÚNIOR.
Comemorativo dos cem anos da morte do famoso criminalista italiano Cesare Lombroso o texto deste sabado (03/01/2009) fala das experiências espíritas realizadas por Lomboso com concurso da médium Eusápia Paladino.
No ano que se inicia, comemora-se o centenário da morte do cientista e médico Cesare Lombroso, fundador da Antropologia Criminal. Lombroso foi, ao lado de Garófalo e Ferri, um dos epígonos da Escola Penal Positiva italiana, cujas ideias foram fruto do desenvolvimento das ciências naturais e da confiança nos métodos empírico-explicativos.

Um comentário:

Luiz Roberto Turatti disse...

Ref.: “Razão e religião” [http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090103/not_imp301915,0.php], de Miguel Reale Júnior, O ESTADO DE S. PAULO/Espaço Aberto, Sábado, 03/01/2009, Página A2.

Segundo o renomado e mundialmente reconhecido especialista QUEVEDO S.J., Oscar G.-: Palavra de Iahweh, 1.ª edição, São Paulo, Loyola, 1993, p. 211 s., volume 5 de “Os Mortos Interferem no Mundo?”:


LOMBROSO (FOI), OUTRO CALUNIADO!

Cesare Lombroso (1836-1909) foi célebre professor de Antropologia e Criminologia, ainda hoje considerado nestes ramos da ciência. Em Metapsíquica...: embora com notáveis erros próprios da época, sem dúvida que no seu conjunto a obra de Lombroso tem seu lugar garantido na história da pesquisa.

*** Nunca falta Lombroso nessas listas publicadas pelos espíritas. Por quê?

●● Mais uma vez aquela lógica (?) especial. Novamente confundem os fatos com sua interpretação. Ou será que o fanatismo não deixa os espíritas lerem uma frase de três linhas, ficam na primeira linha? Lombroso – como Richet – na frase que sempre citam os espíritas, distingue expressa e insistentemente:

“Sinto-me envergonhado e condoído por ter atacado com tanta tenacidade a possibilidade dos fatos, assim chamados espíritas. E digo os fatos, porque continuo contrário à teoria. Mas os fatos existem, e eu glorio-me de ser escravo dos fatos”. Assim se expressava após toda sua carreira em Metapsíquica, oito anos antes de sua morte, em carta a Ernesto Chiolfi, de Nápoles, assinada em Turim a 25 de junho de 1891. (A carta foi publicada em “La Tribuna Giudiziaria” de Nápoles, a 5 de julho de 1891 – Cfr. Por exemplo, PICONE-CHIONO, C.: La Verità Spiritualistica. I Morti Vivono e Possono Conversare com Noi?, Roma, Luce e Ombra, 1928. Tradução: La Vérité Spiritualiste, Rethel, Ambiorix, 1935. pp. 38 s. – PAPPALARDO, Armando: Spiritismo, 5.ª edição, Milano, Hoipli, 1917 (reedição 1922), p. 13 – Por ser um dos desafiadores ao anteriormente cético Lombroso, cfr. preferentemente o madrilenho ACEVEDO, M. Otero: Los Fantasmas, Buenos Aires, Constancia, 1958, pp. 47 s.).

●● A frase é muito citada e mal-interpretada pelos espíritas.

No seu livro póstumo, publicado apenas um mês depois da imprevista morte, Lombroso reafirma a sua conversão aos fatos, não à interpretação espírita. O livro inteiro é uma defesa dos fatos e mostra a seriedade com que o ilustre professor dedicara muitos anos de sua vida ao estudo dos fenômenos chamados espíritas que na realidade se dão também em outros ambientes completamente independentes de qualquer vinculação com os mortos, como no hipnotismo.

Atenciosamente,

Luiz Roberto Turatti.