sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

REFLEXÕES

DECISÃO
Já decidiu? Para o pavor do indeciso, indaga o interlocutor.
Não decidiu? A princípio não se preocupe; afinal, quem nunca esteve diante de uma situação onde não sabia o que fazer?
Somos naturalmente impelidos a protelar ou transferir a responsabilidade das decisões cruciais de nossas vidas, tendo em vista que o resultado pode nos comprometer significativamente. A insegurança expõe a criatura na sua maior fragilidade, demonstrando o despreparo para as escolhas.
Só se dá o que se tem. Hesitar é um comportamento psicológico de quem buscou respaldo na sua intimidade e nada, ou quase nada encontrou; sem saída, adia aguardando uma resposta escapista que lhe surja; tentativa de tirar nada de coisa nenhuma.
Quando convidado ou desafiado às tarefas comuns ou complexas da vida, é dever consciencial de cada um assumir a parte que Lhe compete executar. A iniciativa, a procura do progresso pelos próprios esforços, as mãos ocupadas no trabalho digno da subsistência e do próximo, a busca da espiritualização através da fé raciocinada, crava-lhe nas “carnes d´alma” o aprendizado, que lhe dá entendimento suficiente para a vida que necessita experienciar.
Decidir é participar da vida; é construir, sonhar, ousar, empreender; é usar a força interior. Independentemente dos resultados em cada participação, importa não recuar e sim decidir; apesar do pouco angariado, quem assim procede, experimenta sensações de vitória e satisfação diante de si mesmo. Desertar é instalar em si mesmo sentimentos de inutilidade e incompetência, travando o desenvolvimento intelecto-ético-moral em decorrência do crescimento que não aconteceu.
Disse Jesus: “Sois deuses”, uma construção para os milênios que se sucederão, onde um dos mecanismos de evolução é a decisão, e o ponto final a angelitude.
NA DECISÃO, A MAIOR AÇÃO É A DO AMOR.

Adelvair David

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