terça-feira, 2 de setembro de 2008

REFLEXÕES

TUDO O QUE CRIAMOS.
Passamos grande parte das nossas vidas ignorando nossas reações pessoais.
E por não prestarmos atenção, tombamos nas ciladas íntimas, vitimados pelo que está na sombra de nossa personalidade que foi desconsiderado. Paga-se um preço alto, desnecessário, em algumas vezes de difícil reparação.
Não raro, a criatura humana depara-se com comportamentos e reações que só são identificadas no acalmar dos ânimos, porém, as conseqüências são inevitáveis. Desejando ou não, cientes ou não, somos responsáveis diante da vida por tudo o que criamos. Aprendemos que, “a sementeira é livre, mas a colheita é certa”, Lei de Causa e Efeito.
Há quem diga que é melhor levar a vida, deixá-la seguir o seu curso sem esquentar a cabeça. Essa postura seria lógica se o absolvesse da responsabilidade dos atos, o que além de não ser verdade, leva-o a caminhar sob a tênue teia da ilusão, que pode romper-se a qualquer momento, precipitando-o no fundo dos abismos morais, materiais e espirituais.
Além das provas naturais de crescimento, programadas pelo espírito para a sua jornada terrena, a maioria dos problemas e complicações, faz parte da forma como lida com as Suas reações emocionais, com o seu universo íntimo.
O trabalho no bem é um estimulador de valores, por proporcionar o desenvolvimento de novos sentimentos, que vão substituir na Sua natureza os hábitos arraigados e desconhecidos que Lhe são perniciosos, ou aqueles que carecem de melhor orientação; se houver honestidade no propósito assumido, o decorrer das tarefas promove uma silenciosa e por vezes inconsciente avaliação que o espírito faz de si mesmo, não sendo difícil reconhecer que se vive em melhores condições do que a daquele a quem se propôs servir.
O resultado é o surgimento da brandura, resignação, compreensão, tolerância e de uma vigorosa força para viver e cumprir conscienciosamente os deveres sociais e morais.
“Conhece-te a ti mesmo”, disse Sócrates.
OBSERVA-TE E CONVIVA BEM.
ADELVAIR DAVID

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