segunda-feira, 28 de julho de 2008

REFLEXÕES

SUICÍDIO
Onde quer que vá, o homem encontra-se consigo mesmo.
Se vê projetado nas atitudes alheias, sente-se profundamente incomodado e agredido no comportamento do outro, escandalizando-se, tecendo os mais diversos julgamentos, como quem possuísse profundo conhecimento das particularidades da vida daquele a quem analisa.
Por um mecanismo chamado identificação, tem suas inferioridades morais ressaltadas nas ações menos dignas dos equivocados. Compelido a temê-los, crê enxergar neles potencial inimigo; precaver-se armando-se de rispidez e azedume passa a ser medida urgente para quem assim conclui.
Tenta negociar a felicidade, barganhando favores materiais e morais, muitas vezes tornando-se extravagante no desejo de agradar, bajular, esperando colheita fértil dessa maneira de agir. Mesmo que de alguma forma consiga algo que lhe satisfaça as aspirações, permanecerá vazio, a espera de honestas realizações, únicas que lhe proporcionarão crescimento e plenitude de alma.
Frustrado neste intento parte para o ressentimento, por ter sido traído, usado, usurpado, tendo tido seus sentimentos – nada honestos – desconsiderados e trocados por bagatelas, transformando em amargas as suas horas. Surge então a raiva, o ódio e a melancolia, que desencadeia na depressão.
Não raras vezes, descontrola-se e precipita-se contra aquele que considera agora seu opositor, por contrariar suas expectativas. Quando assim não pode fazê-lo, volta-se contra si mesmo, articulando mecanismos de autodestruição, desejando vingar-se das pessoas e da sociedade, em profundo sentimento de autopiedade.
Os danos podem ser irreparáveis ao psiquismo, que adoece, destrambelhando a delicada instrumentalização cerebral. Juntamente com o auxílio das mentes inferiores com quem mantém profundo conúbio no mundo material e espiritual, pressionado e induzido, poderá recorrer ao suicídio, que não tardará em concretizar.
Constitui-se antídoto desse comportamento emocional, a fé racional e motivadora em Deus, a religiosidade real, a prece sentida num colóquio sincero com o criador, o pensamento positivo e confiante no amanhã e nas suas alegrias, o trabalho efetivo no bem, onde reciclará suas energias viciadas, o perdão incondicional das ofensas e a mudança urgente de comportamento moral.
Atitudes moralmente saudáveis descortinam a realidade e preservam do suicídio
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Adelvair David

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