quinta-feira, 26 de junho de 2008

REFLEXÕES

SÓ É REAL...

Jung, em uma análise profunda, estabeleceu que “a existência só é real quando é consciente para alguém”.
Ter consciência da vida é um caminho. Cada Ser na sua escalada em direção à evolução vai adquirindo pouco a pouco sua percepção a respeito da vida, na velocidade em que se permite participar ativamente das experiências que vão surgindo durante o tempo existencial.
Alguém poderá estar dentro de um problema, lamentar-se dele, sofrer-lhe influência, ser prejudicado ou beneficiado por ele, sem que se aperceba disto.
A alegria, por exemplo, é um estado de alma daquele que está a caminho da felicidade. A euforia, as gargalhadas exageradas, os arroubos do comportamento, os exageros na gentileza, não retratam necessariamente uma alma feliz.
As manifestações da criatura humana podem atender a inúmeros interesses, onde o comportamento mais expansivo, alegre seja apenas para cativar a atenção, prender o interesse do outro na imagem mais ideal, para se conseguir um cargo, uma posição, um objeto material, sem que seja a representação viva dos reais motivos que vai na Sua intimidade.
A felicidade é um estado perene de alegria, sem que a alegria seja necessariamente um estado que indique felicidade. As lutas do caminho, os embates devem ser sempre enobrecedores, desejo de crescimento para as realizações em todos os sentidos, material, moral ou espiritual. Só serão quando houver a participação absoluta da razão e do sentimento, onde a primeira lhe confere lucidez, discernimento e bom senso à ação e o segundo o inconfundível poder moral.
O ideal é que ao longo do caminho, cada um procure ir se descobrindo, se analisando, para tornar compreensível para si mesmo as manifestações emocionais, somente assim participará ativamente da Sua própria vida, tendo plena consciência dos acontecimentos. A vida só é real quando consciente. Existe uma diferença entre passar pela vida e efetivamente vivê-la.

Ame e viva, VIVA PARA AMAR.
Adelvair David.

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